sábado, 13 de setembro de 2008

• Amy Whinehouse

Que saco, pípol.
Acho que hoje foi a quinta ou sexta vez que ouvi (juro que tentei fugir, mas não deu) o mesmo discurso sobre essa mulher. O curioso são as fontes, de fãs a detratores. As drogas, ah as drogas, bla bla bla. "Apanhou do namorado", "pêlos pubianos", "perdeu o dente", "tá se matando no tóchico". Música? Nem uma frase.
Vocês já ouviram essa mesma papagaiada?

Uma boa cantora, é fato. Fez um puta disco (Back to Black é ótimo) e pronto; provavelmente talvez não consiga fazer outro (ou mesmo um tão bom).

E?

Sem trocadilho, qual é o pó?
Todo o resto é não mais que uma pena pra quem queria continuar ouvindo seu trabalho.
Será que esse povo todo que tanto fala dela conhece pelo menos uma música ou outra (fora o trechinho que passou no Fantástico)?
Bom... nem precisa, afinal pras fofocas de cabeleireira só se deve saber que alguém famoso se danou. Não há diferença entre Amy e Rafael Pilha ou uma bichinha de uma bandinha de moleques que fez lipo e entrou em coma.
O importante é bater o cartão e falar a bostinha do dia.

"Ah, ela segue os passos de Janis Joplin, Jim Morrison, Jimmy Hendrix..."
Ah é? "Roqueiro(a) junkie"? Por que?
"Essa vida artística é assim mesmo" - diz, com todo aquele conhecimento de causa, uma tiazinha no consultório onde abundam revistas Contigo (como se a galera do feijão-com-arroz não se estrepasse também - não têm overdose de tóchico mas têm de sogra, de cunhada, de fofoca de vizinha, de condomínio).
É... Deve haver algum padrão aí que não entendi, que bota Amy, Milli Vanilli, Fábio Júnior, Bello pagodeiro e demais cheiradores num mesmo patamar (pero fueda-ze o repertório).
Qual o problema se ela cheira até o fiofó cair da bunda? Por que isso é importante pra alguém além dela e dos íntimos? São da família, entendidos?
"Ah mas e a má infruênça?"
Ora, se alguém for estúpido de cheirar porque um artista qualquer o faz, tem mais é que morrer em prol da seleção natural.
UADEFÓQUI? Deixem-na morrer.

Amy Whinehouse fez uma escolha. Seguia um caminho medíocre, candidata a Shakira genérica, mas despirocou. Fez um puta disco. Só. Não é nossa parente, é uma cantora - falem da música, ou melhor, escutem.
Amy não faz marketing de biscate como as demais ninfetas descoloridas do showbizz nem atribui seu talento às drogas como fez Bob Marley num dia infeliz. Tá se lascando mas tá onde queria.
Não tô nem aí com isso, não sei nome de namorado, qual dente ela perdeu, mas... porra, mais fã eu do que esse bando de desocupados com diálogos patéticos sobre a vida alheia.

Por que tende tanto assunto?
Até imagino a resposta, mas dela também tento fugir.

5 comentários:

Hell, yess! disse...

É chato como as pessoas endeusam situações não-louváveis e pessoas ao invés de simplesmente curtir um trabalho bem feito (ou discordar - também está valendo). Se eu fosse avaliar personalidade, caráter e comportamento, iria permanecer na ignorância e isolamento artístico/social/familiar/blablablá. Todo mundo tem seu defeito e não é da minha conta. Vão saber ouvir e respeitar minha opinião se perguntarem? Aí eu até posso analisar tal fato ou qualquer aspecto questionável.
Se a Amy se atola em drogas? Antes ela do que eu.
A Britney é uma louca irresponsável? Eu não sou.
A Madonna é uma puritana disfarçada de saidinha? Se a faz feliz, jóia...
Mas fazem coisas que poucos conseguem. Sucesso, dinheiro (músicas de qualidade ou simplesmente rebolation-teen-style - também tá valendo) uma vida cheia de coisa pra contar (se é que lembrarão)! O lado negativo é ruim MESMO para qualquer um que faça merda. No big deal. Os problemas delas não são melhores ou mais sofridos que os meus. E ninguém passa a mão na minha cabeça e me dá colo por causa disso.
Only the strong survive, dear.

No mais, continuarei ouvindo minhas musiquinhas de drogados, protituídos, santos, palhaços, nojentinhos, bregas, etc.

Mal não vai fazer porque sou uma moça que não se deixa levar por maus conselhos. Isso eu faço sozinha com as voices in my head. The saint and the devil live within me. No help needed.

(tinhas outras coisas a dizer mas dispersei. Too late.)

웃 Mony 웃 disse...

Gosto das músicas dela e da coragem que teve em back to black, pq é autobiográfico. E, convenhamos, as pessoas só querem contar em suas biografias o lado lindo (nem que seja fantasiado ou inventado) de suas vidas, o quanto são magníficas.
me entristece o fato de ela estar se destruindo, por puro interesse, já que não a conheço. Pq para cada dez sons que lança, se um prestar é muito e eu gosto do dela...
É triste, pq acabo por ver nela a Cássia Eller de Londres, que quando chega no auge do sucesso vai dessa pra outra sem produzir mais. A gente fica sem saber se o que viria pela frente será bom ou ruim. Nada por que a dúvida! :(
Parece que a família resolveu ajudar, a está apoiando mais e fala-se até em outro disco. A própria disse que ainda tem material bom que não foi pro back to black.
Tomara dê tempo.
Ou tomara ela seja desses junkies fortes que vivem tempos nessa doideira, asim, temnos a chance de oví-la mais. ;)

PS: Pra quem tem multishow em casa, hoje tem show dela às 20.00 Hrs.

Vinícius Castelli disse...

Issaaeee.
Deixa a mulher, né.
Afinal, quem é santo de tudo nesse mundo, não??
Bjo procê, muleke

Karin disse...

Não tenho como opinar. Aliás, tenho sim...

Não tenho a menor pretensão de julgar o gosto de ninguém, não acho absolutamente nada de quem gosta ou desgosta da música. Não acho que gostar de uma performance é o mesmo que dar o aval às escolhas pessoais de um artista, assim como não gostar não quer dizer necessariamente uma atitude de protesto.

Isto posto, apesar de todo mundo elogiar os tubos, eu nunca tive curiosidade de ouvir a música da moça. É, eu sei... Provavelmente o motivo é que eu sou alienada mesmo - e isso é um fato conhecido. Mas se eu tiver que ser bem sincera, com toda a honestidade mesmo, não tenho a menor vontade de ver aquela criatura cantar.

É pré-julgamento? Pode até ser, mas quer saber? acredito que não. Porque não é que eu ache que a música não vá ser boa, nem sequer é um boicote pelo fato da moça se entupir de drogas. No que me diz respeito, ela pode fazer o que bem entender com a vida dela. Simplesmente a figura daquele ser não me dá tesão nenhum de tentar ouvi-la. É uma performance, não é? Nesse caso, o visual conta...

Nem digo que nunca vou tentar... vai saber, um dia me pega no humor certo. Mas lembra daquela propaganda de água tônica, "vc tem que se acostumar"? Nunca entendi porque eu deveria me acostumar com algo que não gosto...

Walter disse...

A Karin conseguiu descrever bem o que penso também. Nunca tive muito interesse e nem paciência para vê-la ou ouví-la (pela figura um tanto "repulsiva", talvez?...).
Mas, vá lá... nas últimas semanas dei-me ao trabalho de procurar conhecer. Até que gostei. Ela tem o mérito de ter dado vida nova a este estilo de música a ponto de mudar (finalmente!) o rumo do cenário musical, farto de baladinhas, rockzinhos com solinhos de guitarra e babaquices em geral. Um som mais "artesanal", sem aquele aparato eletrônico a que nos acostumamos e que empesteou a música de hoje. Tá assim de imitadoras desse estilo por aí agora - tá pegando, e acho ótimo.

A merda é que... faz apalogia às drogas em suas letras. Pô, prá quê...

Recentemente vi um show dela e uma longa entrevista.
A menina tem um talento incomum, na voz, no jeito de cantar e prá compor. Talento, é de nascença. Não se pede, não se compra.
Parou aí. Inteligência já é outro departamento - acho que ela não tem. Na entrevista estava nitidamente chapada, inexpressiva. Deu dó. Tenho pena dessa menina, é sério.

É aproveitar o som, procurando desvinculá-lo da figura e seus problemas pessoais... enquanto é tempo.