sexta-feira, 27 de junho de 2008

• Outra pequena Elegia

E por falar em estupidez, uma pequena homenagem a um cara legal. Não costumo ter Papas mas algumas pessoas realmente me fazem pensar - e isso é algo que sempre retribuo com gratidão, mesmo quando dói.

George Carlin, comediante (logo, filósofo) americano, faleceu nesse dia 22. Um dos Cabeções do Stand-up Comedy, foi o primeiro host do Saturday Night Live. Esse taurino insano dedicou 40 anos aos palcos, os quais dividiu com bambas como Richard Pryor e cia. Dono de um humor ácido, cínico e negro, atacou como podia o tal American Way of Life, que em muitos aspectos (importados ou não) é nosso também. De Jim Carrey a South Park, de Simpsons a Morgan Spurlock, não há ninguém na nova geração do humor americano que não tenha alguma influência, direta ou indireta, dessa figura.

"A Religião chegou a convencer as pessoas de que existe um homem-invisível morando no céu, que vê tudo que você faz, todo dia, a todo instante. Se você pecar, Ele tem um lugar especial cheio de fogo, fumaça, ardor, tortura e angústia, para onde ele te envia para sofrer e queimar e sufocar e gritar e chorar para todo o sempre até o fim dos tempos...

...mas Ele te ama!"


Carlin não poupava nem família, nem Presidentes, nem Deus: não havia hierarquia ou limites claros para suas palavras. Um dos seus vários méritos (se assim preferirem) foi o de provocar uma tremenda discussão sobre o que se pode dizer ou não em público, o que terminou por gerar um desconforto tão grande que o Governo prontamente criou uma lei de "pudor" (traduzindo, assumiu declaradamente a vocação de limitador das liberdades individuais). De fato, Carlin agredia unicamente a hipocrisia coletiva; todo o resto foi não mais que vestir-se a carapuça.
Tanto desgaste faz mal. Alcoólatra e viciado em analgésicos, Carlin ao longo dos anos trocou as gags humorísticas pela crítica cada vez mais ferina, que nos últimos tempos já tomavam mais da metade de seus 'shows' (não sei se podemos chamar ou não de show, mas o fato é que as pessoas pagavam para ouvi-lo e, cá pra nós, é sempre um show presenciar alguém Pensando, mesmo que você não concorde).
Controvertido, polêmico, selvagem... há uma infinidade de nomes que não chegam lá.

Carlin está na minha modesta lista de grandes comediantes, junto do Monty Phyton, do Chaplin e do Marx (o Grouxo, ófi córsi).

Segue um link pra quem estiver interessado...
(Procure pela net, há muita coisa interessante)...


Puns vaginais

Religião é balela

"Save the Planet"

Experiências comuns

Sem legendas:

We like War!

Eufemismos

Bugingangas (antigão)

"Have a nice day"

Cães & Gatos

• Carências estúpidas

O que se passa comigo, eu não faço idéia. Mas sinto-me um completo e irrestrito idiota por sentir o que sinto, mesmo sabendo o que sei. Sempre aprendi rápido, mas em certas coisas insistentemente fracasso. Por exemplo, nas expectativas.
A motivação do post, no caso, é a que sinto pelas pessoas. Eu digo "Puêrra, Denis! De novo?" - pois é, de novo. Eu já sei, mas mesmo assim...
O meu repertório mal contido de carências não se justifica.
Primeiro, porque "tenho" muito (ainda mais quando sei, de antemão, que nada tenho de fato nessa vida).
Segundo, porque é simplesmente incongruente esperar de primatas que eles sejam (ou melhor, nós sejamos) diferentes do que são.
Ora essa! Em alguns aspectos isso é até bem vindo! Deveríamos até ser mais dados à primatice no dia-a-dia.
Ainda assim (e sempre há um 'ainda assim'), dói um pouco.
Eu sei que todo ser humano (ser vivo) sempre advoga em causa própria. Eu sei que todo e qualquer acordo, contrato ou vínculo social no fundo implica apenas em convivência e aliança pacífica enquanto há 'benefício mútuo', seja lá o que isso signifique. Também sei, por empirismo e teoria, que a coesão dos grupos é frágil, extremamente frágil. Então... for godisêiquis! Por que simplesmente não aceito, emocional e naturalmente, esses simples fatos?
Por que não é natural, pura e simplesmente, aceitar que as pessoas nos usam e desaparecem quando perdemos o sentido? Que sociedade, seja qual for, não passa de dois ou mais indivíduos interessados na própria satisfação? Que o mercado, um entre tantos reflexos, descreve o modo real como convivemos, livres de discursos morais?

Lá vou eu, após um curto período de lucidez e sobriedade, novamente querendo amigos e pessoas do modo como eu enxergava as relações, quando era criança. Se não há nenhuma fixação psicológica, nenhuma frustração específica e nenhuma babozeira teórica dessas que todo mundo usa como manual de autoajuda pra se convencer nos dias de carência, então... por quê?

Sinto que aí tem algo mais do que teimosia (pois, se teimo, é justamente em me convencer da realidade). Espero poder, muito em breve, manter a tal 'consciência lúcida e sóbria' por longo tempo; ser capaz de aceitar tranquilamente a sordidez inerente à raça e evitar fomes maniqueístas que me façam ignorar, por um minuto sequer, na multiplicidade do homem, capaz de glórias e tragédias (e que nenhuma delas é lá grande coisa).
Não há justificativa coerente em tanto confiar, em tanta entrega, em tanta expectativa, se os conheço nessas facetas (e principalmente se reconheço as mesmas em mim - ou a 'espera por reciprocidade' não dá na mesma?).

Nessas horas bem vejo a distância entre meu racional e o Todo que sou (e, sinceramente, não gosto muito disso não). Cada vez mais discursos valem menos.


Taí, comecei de um jeito, mas... agora me sinto mais estúpido do que carente!


P.S.: ao ler isso, uma certa amiga há de concordar que está na hora de postar o Manifesto dos Inaptos...

sábado, 21 de junho de 2008

• CSS - parte 1

A CPFM saiu.
O IOF aumentou.
A CPMF voltou.
O IOF não baixou.

Mais estável que essa rotina é a nossa passividade. E por falar nisso...

▼Uadefóqui is CSS?

a) Canalhas Sequestram Salários
b) Cinismo Sem Sobriedade
c) Congresso Sob Suspeita
d) Compensa Sonegar Sempre
e) Caixinha pra Sustentar Salafrários
f) Crime de Sacripantas Sarnentos
g) Cadê o Super Sindicalista?
h) Caminho Sem Saída,
i) Causa Sem Solução...
j) Todas as anteriores X


▼ Cartas à Redação.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

• E por falar em taumaturgias...


Oráculos não dizem nada.
São apenas um meio de ouvir-se.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

• Da série "Confrontos que gostaríamos de ver" nº3




• Chuck Norris

Poderes: Letais

Golpes:
- Die, marafâca! (<+<+>+<+X)
- Die, Vietkong! (<+▼+↑+>+<+↑+B)
- Die, Soviet! (<+<+▼+↑+A)
- Die, everyone! (>+▼+↑+<+C)

Pontos fracos:
É feio pacarai
É norte-americano
Nunca ganhou um Oscar
Nunca apareceu no Supercine
Começou a carreira apanhando do Bruce Lee
Tem menos expressões faciais que um rabanete
Sua maior frase num filme foi "I will kill you"

-------------

• .:Deus:.

Poderes: Absolutos

Golpes:
- Do it the Light! (<+<+>+▼+↑+Z+alfa)
- Die Sodoma! (<+<+▼+↑+ômega)
- Die Gomorra! (ctrl+alt+del)
- What have I done? (crtl+Z)

Pontos fracos:
É mimado
É brasileiro
Adora bajulação
Funcionário Público
Tem TPM há 12 bilhões de anos
Tá brigado com o filho mais velho
Tem problema com carbohidratos (Odeia Maçãs)


• Round nº2

• Round nº1

• Tudo o que pude

Dos momentos incertos onde dizes 'não'
à praxe dos dias em que te calas, ausente,
aguardo que despejes um 'talvez' oblíquo
nesse instante eterno onde espero um 'Sim'

Ao tilintar das esmolas dos teus gotejos
e à glória abençoada dos teus lampejos
dediquei desnudo minhas noites em claro
e sonhei, voraz, cada um dos nossos dias

Apontaste-me a praia mas rumaste ao ermo
Diabos ao mangue! O que procuro está aqui,
no sal da tua boca, na maresia de tuas coxas:
Eis aí Meu Oceano, a orla de meus desejos!

Recuso-me a ouvir tua sinfonia morosa,
Tuas ondas contidas a bater nos corais
Presas aos escolhos de tuas 'escolhas'
e às carcaças roídas dos velhos naufrágios

Na taumaturgia de logro de teus desesperos
evocas em vão a ressureição dos mortos
e despertas não mais que rotos fantasmas...
Por que não a mim, que adormeço em ti?


Como crer-te, Impiedosa?


Cala-te por suspiros, a convicção da tua voz perece,
refuga, pois vem de teus Deveres e não de Quereres.
Tuas gotas salobras molham os dentes de resina
com os quais dás Adeus e sorris, sem dizê-lo

Por que não tiraste o Grão do sepulcro
e plantaste no solo quente desse abraço?
Ignoras? Semente não brota em concreto
nem as Mudas, tuas, de tua dor viverão.

Pois entrega-te ao embaraço de teus dias
à geada eterna de tuas noites infindas
Deita-te inerte sobre o mármore frio...
Mas o Amor não blasfemeis, tu e teu medo da vida.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

• (Outra) Pequena indignação inútil

Minhas pequenas revoltas com o sexo feminino são, em geral, passivas e relativas ao que fazem e/ou deixam fazer consigo mesmas, mas deixo esse frango com polêmica pra outro dia. Hoje o que me encafifa mesmo é o desconhecimento do sexo oposto (se alguém aí for daquelas que acham que pagar motel é 'obrigação do homem' - ou que qualquer obrigação seja pautada pelo gênero, desista desse texto e clique aqui).
Não acho que haja algum sentido em manter-se indiferentes a certas sutilezas de seus 'focos de interesse' (caso heterossexuais), a menos que ainda valha a visão machista do "um que serve ao outro e pronto". Nos tempos de pretensa igualdade, conhecer o outro em suas nuances é no mínimo desejável.

Pois não é que, em pleno século XXI, mulheres com bom nível sociocultural (seja lá o que isso significa) não fazem a MÍNIMA idéia de como funciona a pióba dos parceiros?

As mesmas que curiosamente cobram que os homens saibam, de cor e salteado, a localização exata dos pontos G, X, W, Ypisilones e Hipotenuzas (que em geral as próprias desconhecem). Em defesa, alega-se que a suposta facilidade em observar um órgão, digamos, 'mais exposto', dê margem à descuriosidade de algumas.


Num papinho informal, pequenas touperinhas faceiras, injustamente agraciadas com dois cromossomos X, bombardearam meu pobre ouvidinho, já tão calejado, com suas avaliações deveras fundamentais e jamais vistas desde as vídeo-aulas de Martha Suplysexo, no saudoso Mulher 90 da Rede Manchete. Seria um exemplo a ser tratado isoladamente, se não fosse comum.
Sim, também é fato que muitos machos (ou correlatos) desconhecem que o buraquinho da uretra não é o mesmo do útero (espanto que presenciei mais de uma vez - e mais de uma vez senti a famosa Vergonha Alheia). Logo, a idéia aqui é apenas mostrar que nem só de cuecas forma-se o bloco dos Desavisados. E aproveitar, claro, para dar algumas modestas aulinhas:


***
Bãodia minha zamiga!
A Redação de Uaderrel tem o incomensurável prazer fingido de entreter, elucidar e, quiçá, educar o populacho ignóbil!
Hoje vamos falar dos testículos (as bolas guardadas naquela necessaire de couro que batuca no seu períneo durante o coito).

Vocês sabiam, minha zamiga, que eles precisam manter-se numa temperatura menor que a do corpo humano?

Por isso ele fica fora do corpo: para trabalhar direito (e manter seu macho, macho), o músculo cremaster (uma espécie de suspensório – a alça da nécessaire) ergue ou abaixa as boletas, aproximando ou afastando-as do corpitcho sarado do seu boy em busca do ponto ideal. Ou seja, aquela porra daquela MERDA de cueca branca super-agarrada que você teima em achar sexy e obrigatória a todo homem porque marca o elefantinho do seu bofe (ou antinha, se der azar), na verdade só serve pra inutilizar o trabalho do pobre escroto (o saco, não o boy, o que por si é um saco).
E por falar em saco, uma das propriedades do Kinder-Ovo de carne é doer pra diabo. (Confira o corte longitudinal neste link).
Se chupá-lo com força dói?
Ah, minha zamiga, coloque seu globo ocular no bocal do aspirador de pó ligado no 220V e descubra, estupefacta, a pura verdade!

Outra superdica: é absolutamente comum que um testículo esteja quase sempre mais alto que o outro. Isso ocorre devido a diferenças na estrutura anatômica vascular nos lados esquerdo e direito e, portanto, seu namorado não está cum pobrema.

***
É a Redação de Uaderrel promovendo a Educação!
Mais informações a qualquer momento, numa espermatogenese pertinho de você!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

• Largar mão

Não, não é uma modalidade das Paraolimpíadas Leprosinhas 2012.

Deixar-se abandonar é algo com que sempre lutei. Abrir mão de um esforço no qual acreditei era pra mim inconcebível até bem pouco tempo. Aprendi algumas lições difusas nesse processo, mas faltou-me aquele chute no saco inerente ao aprendizado emocional (e "porque quase sempre só aprendemos dando cabeçada" é assunto pra outro dia).
Um 'fato': se você atingiu seu objetivo, foi persistente. Se não, foi teimoso. Não há distinção senão a semântica. Não é a insistência o fator que diferencia sucesso de fracasso. O resto da frase, deixo para que você complete.

Minha vontade de abandono é grande, é persistente e quase irresistível. Algo que sinto desde criança, que já enfrentei e venci numas poucas batalhas, que já cheguei a entender nuns poucos insights. Mas nada mudou: ela está aqui, eu também e cansa-me lutar. Pra quê, afinal?

Quando lutamos pelo que acreditamos (e dependendo do que você crê, é mais difícil escolher as armas - e até optar pela ausência de uma), temos a prepotência de achar que isso, primeiro, é o que o mundo precisa e, segundo, é o que nós precisamos individualmente. Seria bom, talvez, mas não para uma raça onde herói é apenas o assassino que venceu e sobrou pra contar a história. Ainda assim, o mundo humano foi feito dessas ações incapazes de avaliar o todo e suas infinitas variantes. Nessa equação, 2+2 nunca dá 4 porque não se encontra em lugar algum um 2 de verdade.
Pra que bandeiras de qualquer espécie?

Deixemos o emocional dizer (ou ele cala o racional e decide falar?):
Cansei. De verdade. Daqui a pouco quem cai doente sou eu. Se por um lado, por pura falta de coisa melhor pra se fazer nesse universo, acreditei com amor em muitas coisas, por outro... oras, foda-se. Não preciso aceitar os fatos, eles são o que são e estão além da minha parcialíssima compreensão.
Deparo-me com uma óbvia nuance de um deus qualquer, a quem amei mesmo o fato de a tudo destruir: aceitei Sua presença posto que deus, mas afinal Ele age pela obra e não por Si (e aqui não quero explicar que não estou a ser religioso, nem quero explicar mais nada). Dá-se através das pessoas.

Como um israelense, luto por uma terra árida e pedregosa a qual cri divina. Como um muçulmano, debati-me ao extremo pela perda dessa terra, a qual cri divina. Perdi a mim mesmo e quase esqueci do único valor real em toda terra: estar vivo (em todos os sentidos) para usufrui-la.

E lá no fundo, uma velhinha beata a mim sorri e murmura uma antiga ladainha:
"Senhor, ensinai-me a hora de deixar ir".



Fiquem com os seixos.
Os ventos que procuro não sopram nessa areia.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

• Greve - nº1

...E a maioria dos blogs dos meus conhecidos continua estagnada. Vou lá e pumba, o mesmo título no topo, os mesmos comentários.
Será que estão bem? Estão sem tempo, Inspiração?
Apeguei-me a alguns blogs, é realmente um exercício legal - ainda sinto falta de mais interatividade, mas existem alternativas. Tô pensando em botar nessa barra do lado direito um script de chat pra quem estiver online. Privacidade alguma, claro, mas quem quer isso aqui tá no lugar errado. Se bem que... o que pode ser mais privado que um blog? Isso aqui anda mais vazio que a minha conta-corrente! :D

Brinco muito com isso. Adoro quando comentam, quando há feedback. Mas fico feliz de ter apenas uns poucos amigos a circular pelos comments - mais que isso e eu provavelmente ficaria com o ego nas nuvens hehehehe!
Mas, voltando... o que sinto mais falta mesmo é chegar nos blogs dos amigos e lá encontrar seus pensamentos, impressões e indícios de humor. Nesses tempos autômatos, é uma das raras formas que tenho de sabê-los.

Taí! Tive mais uma maravilhosa idéia besta: a partir de hoje, sempre que eu puder, indicarei alguns blogs, com seus devidos links (não que este blog aqui seja o veículo ideal para divulgar alguma coisa aos quatro cantos do mundo, mas...) :D

Uél, déti zíti.
Gudinaiti, mailóvis.

terça-feira, 10 de junho de 2008

• A face 1 - Recorrência

Um olhar, um semblante, uma mágica qualquer
Capaz de um instante transformar em arte,
um sonho em slide e rotinas em tintas.
Ela, pigmento oscilante, furta-cor, furta-paz.

Viaja comigo há décadas, num vago silêncio que, sem dizer, sugere.
Suas reticências, suas incertas origens, suas pequenas incógnitas

Traduzem impulsos, desejos e uma posse indistinta,
magnetos da fome e do ferro em meu sangue.

Tal criança faminta, tateio no escuro
pelo mamilo de seus trejeitos,
pela urgência de suas dúvidas
e pela mácula em seus lençóis.

Encontro-a em rostos e caras furtivas
e, por um momento, em ti quase creio.
Desvelo, incinero e encontro a mim mesmo,
a reter imagens num espelho (diante do qual ninguém há).

Quero. Quero e respeito seu estalar de dedos.
Eu, soldado ilhado num bunker qualquer,

onde notícias da guerra demoram a chegar,
obedeço sua ordem sem jamais ouvi-la.

Sonâmbulo a postos:
Deitado sobre o telégrafo,
balbucio teu nome sem sílabas
e adormeço.

De onde está, sente meus dedos ávidos?
Adoçam-te? Roçam-te? Eriçam-te?
Dizem-te de mim mais do que eu?

Ouve-se nós? Houve nós? Haverá?

Diga. Qualquer coisa, mas diga.

• Conclusão deveras sobremaneira do dia nº 3

"Quanto mais eu convivo com as pessoas, mais eu gosto dos animais...

(
...desde que não tenham orkut!)"

segunda-feira, 9 de junho de 2008

• Da série "Confrontos que gostaríamos de ver" nº2



• Captain Birth

Poderes: Sangue no zóio

Golpes:
- Ask to get out, zero-eight! (<+<+>+▼+↑+Z+8)
- You are teenagem! Anderstand? Teenagem! (<+<+▼+↑+A)
- This dick is of the aspyra! (>+▼+↑+<+C)
- Zero-two, get the twelve! (<+<+>+Z+2)

Pontos fracos:
É PM
É bahiano
É da Globo
Já foi bicha em filme
Já foi mulher em minissérie

-------------

• Chuck Norris

Poderes: Onipotência

Golpes:
- Die, marafâca! (<+<+>+<+X)
- Die, Vietkong! (<+▼+↑+>+<+↑+B)
- Die, Soviet! (<+<+▼+↑+A)
- Die, everyone! (>+▼+↑+<+C)

Pontos fracos:
É feio pacarai
É norte-americano
Começou a carreira apanhando do Bruce Lee
Tem menos expressões faciais que um rabanete
É Workaholic (criou o mundo em 6 dias)


"Confrontos..." nº1

sábado, 7 de junho de 2008

• Introspecção

A ferrugem é tanta que nem sei por onde começar.
São sete horas da matina e são esses os minutos que sobraram pra blogar (não, ainda não fui dormir).

Minha primeira semana ausente do blog foi estranha. Não sei dizer se senti falta ou não nesses dias atribulados (mais abaixo, um resumo pros preguiçosos hehehehe). Com ela descobri mais uma evidência do Blogueiro que publicarei em breve para vossa apreciação:
"Se um blog pára por uns dias, a maior parte do povo não volta pra conferir".
Mas eu é que não vou entupir vossos e-mails e scrapbooks com avisos de atualização (presumo que isso seja tão odioso pra vocês quanto é pra mim).
O fato é que ando instrospectivo, perdido em meio à correria da vida (que ultimamente jaz subentendida no discurso de todos, portanto evitemos mais delongas). Todo mundo tá f*, todo mundo tá com pepinos pra resolver, todo mundo correndo, então pra que dizer?
Eu nunca soube lidar com burocracias, muito menos com relógios. Meus horários funcionam baseados em sentimentos e isso é uma ziquizira miseráver na vida prática de um típico cidadão do século XXI. Dois dias num churrasco com amigos passam como água em torneira nova, já quinze minutos na sala de espera de um consultório a mim parecem 2 horas.

E por falar em consultórios, eis uma atribulação que, se não justifica, em parte explica: meu velho terá de operar mesmo. Não teve jeito, coronárias entupidas bem na bifurcação da artéria (ali não cabe o stent da angioplastia). Inicialmente preocupados, hoje já nos esforçamos pra aceitar a idéia e até mesmo sonhar com lados positivos (meu pessimismo contumaz anda frouxo). Temos aí pelo um mês de preparações diversas pela frente.
Esse tipo de coisa, somada a outros eventos mais mundanos, toma-me uma baita energia emocional. Fazer-se de forte e buscar argumentos wikipédicos pra acalmar um bebezão de sessenta anos não é fácil ( principalmente quando você mesmo tá mais perdido que bilau de japa em cona de égua). Porra, alguém diga qual é o modo mais sutil de dizer "vão abrir seu peito como uma caixa de ferramentas". Então. Ao menos uma boa notícia: 24 dias sem beber, uma surpresa inimaginável. Meno male, ecco? Já a luta contra o cigarro, eu bem sei, tá difícil.

Uél, voltando à essência do blog que é falar de si como se fosse importante pro mundo, o cansaço bateu forte. Essa queda na energia atrai a introspecção que, a despeito da minha aparente extroversão, é bem freqüente e me coloca entre extremos - num momento brinco à beira da euforia, no outro o silêncio impera e quase ouço meu próprio coração (que, espero, continue desentupidíssimo).
Há outros entupimentos cardíacos, os quais nenhum cateter resolve. As emoções difusas, inerentes à falta de tempo para reflexão e diálogos mentais, aumentaram nesse período. Tentativas frustradas de dormir mais cedo pra botar a vida em dia, viagens que não acontecem, baladas furadas, autoboicotes, planos que não emplacam e uma certa melancolia pelo destino incerto tornam-se mais importantes do que realmente são quando o terreno é propício.
Vivendo à base de "preciso fazer", negligencio ao dentista, ao gastro, à renovação do seguro do carro, à troca de óleo e de provedor da internet, ao presente da namorada, aos parabéns de aniversário, à correção do banco de horas, ao cliente confuso e chatíssimo e mais um monte de coisas acumuladas que eu deveria lembrar quais são (ou já ter resolvido). Pendências, compromissos e eternas horas marcadas pra tudo, que não exatamente escolhi, mas são minhas. E nenhum rodapé de agenda pra espontaneidade: não dá tempo de fazer quando e porque deu vontade. É "preciso fazer".

A agenda pisca alertas na tela, mas os olhos não vêem.
Fechados, sonham com férias.
Longas férias.






P.S.: Mas não do blog. Portanto, sosseguem!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

• 100 POSTS!

Parabéns!

Finalmente Uaderrel Isdét alcança a incomensurável e supersupimpa marca de 100 posts! 100 pérolas de sabedoria, 100 quitutes intelectuais saborosos, 100 peripatéricos e periquitantes textos dignos de prêmio Pulistilizzler!
A todos os meus milhares de meia-dúzia de leitores, meu sincero agradecimento!

Este blog não teria chegado onde chegou sem vocês, bando de desocupados, muito menos sem meu parco tempo ocioso, sem a estrutura do Blogger, sem o espaço do Google, sem o engodo do Bill Gates, sem os cabos submarinos da AT&T, sem Thomas Edson, sem Nicola Tesla, Arquimedes, os pré-socráticos, os dravidianos, os inventores do arado do paleolítico, os Homos Habilis, os lêmures pré-primatas e, quiçá, os primeiros seres eucariontes.

A todos vocês, meus parabéns!

E vamos lá... rumo ao primeiro milhão!

• Da série "Continuações súperes supímpares": nº 1

Poizintão. Assisti, com toda a boa vontade, ao mais novo filme da duplinha Spielberg/Lucas e definitivamente compreendi: Nerd, quando não caga na entrada, caga na saída.

Mas, apesar da filosofia subjacente ao assunto deverasmente sobremaneira, quem cagou pra essa questão durante as duas horas de projeção fui eu; afinal eu estava ali, no cinema, diante de Indiana Jones! Sexagerário sim, pero Indiana.

É coisa pra se respeitar: se você tem menos de 30 anos provavelmente não vai entender a magia, mesmo que eu encha isso aqui com 2048 caracteres sem tags html. Em 1981 fui, no colo do pai, ver Indy no telão, aquele "novo filme com o Han Solo" (como diriam os nerds - ali nas primeiras filas, até então apenas CdFs). Nasci em 1977 e quem gosta de cinema sabe que esta data representa tanto o desterro do cinema-arte como o nascimento da sessão superpipocão delícia. Uatéver, 27 anos depois, lá estava eu de novo, acompanhando as peripécias do bom velhinho e seu chapéu surrado (não é figura de linguagem - a última vez que viu água foi numa corredeira da Índia).
Quanto ao quarto filme em si, eu é que não vou reclamar: tá cheio de blogs de resenhas por aí.

O que tenho a dizer é que me diverti muito, apesar da morosidade. Já aguardava o momento onde Indy erraria de bolso e pegaria a bengala no lugar do chicote. Ainda assim, foi uma grande homenagem (grande mesmo - meia hora a menos seria justa). Foi uma bela salada, um sarrinho, um revival, uma molecagem bem abaixo da neopretensão papo-cabeça do Spielberg e do habitual vomitório virtual do Lucas. Um filme que deságua na nostalgia, assim como o Rio Amazonas na Foz do Iguaçu, e isso basta.
Até aí, beleza. Eu tinha pensado em comprar o DVD só pra fechar o box, maaaas... eis que leio uma declaração recalcinofolejantemente periquitante. Perguntado sobre uma possível continuação, o Diretor de Clássicos como ET e Além da Linha Vermelha (nunca falam daquelas merdas do Hook e do Milagre que Veio do Espaço) respondeu: "Uél... $e o$ fã$ qui$erem mai$..."
Ô minha nossa senhora do cateterismo hemodinâmico, viu...


Bom, pra não boicotar o Tio Pipil, exercite sua imaginação e participe da pesquisa:
Qual seria, para você,
o tema do próximo 'Indiana Jones'?

Abaixo, uma sugestão: