sábado, 14 de novembro de 2009

De quando 'Laico' não era o marido da Laika nº 1

Olá, minha ansiosa multidão de leitores. Ciente de que milhões de olhinhos ávidos aguardavam mais uma postagem eletrizante, retornei para acompanhá-los na arte da regurgitação verborrágica.

Você tem pensado nas Eleições presidenciais de 2010, amiguinho?
É, eu também não. Mas, entre uma e outra questão relevante (tal como a loira safadenha da Uniban ou apito-amigo do Palmeiras contra o Sport), deixei de lado a visita do Shimon Perez do Tchan e o blecaute (fruto de uma "tempestade" - segundo o Governo - que fez chover indignação até no INPE), para pensar um pouquinho no assunto. Bem pouquinho, porque a volta do IPI não me deixou pensar em mais nada que não fosse em aumento salarial.
Nos próximos posts, pretendo observar mais sobre as eleições presidenciais, do jeito pretensioso e não necessariamente profundo de sempre. A intenção é é dar aquela zapeada no panorama político, encontrar minhas próprias contradições e preconceitos e, se pá, até tirar uma onda com algo que porventura chame atenção.

Continuando o raciocínio mui objetivo, nem um pouco disperso e nada prolixo, aproveitei algumas horinhas semanais para pesquisar alternativas ao trio Dilma Russef, José Meérra e Aécio Never. Preciso dizer por quê?
Se preciso... gueráuti ofi mai brógui, mara faquer!

  • Foi-se o tempo onde eu tinha bolsa escrotal para aqueles eternos papos entre apaixonados e preconceituosos que jamais revisarão uma linha sequer de seus discursos herdados. Esquerda e direita, locupletem-se a si mesmos e vice-versa e deixem meu bloguinho (et saquinho) em paz, plís. Aos insistentes, basta saber que estou inerentemente fora da bi-polaridade política do cenário atual.
    Ou, em bom português, enfiem o PT no rabo do PSDB e sentem em cima.

Bom, fui lá eu, cansado do Vampiro Brasileiro paulista (que a crasse mérdia ainda tem coragem de defender depois da pior administração PSDBista de todos os tempos - o que eu achava que fosse pleonasmo) e com experiência mínima suficiente para evitar engodos como o Aecião, tirei a Dilmona sem-sal do caminho, deixei para trás esse trajeto de piadas de mau gosto e fui ver o que restava. Cheguei a tropeçar num Ciro, mas consegui desviar em tempo e não sujei a sola do Naiquiér. Foi aí que achei, numa manjedoura humilde pero numismática, a Marina Silva.

Estava ali. Observei de longe, perto das ovelhas e vaquinhas (mais das vaquinhas, que são mais minha praia). Aproximei-me, ajoelhei pra ver de perto. Algumas semanas pesquisando, pra separar direito a mirra do incenso. Sabe como é: notícias são como a semente de mostarda - bem plantadas, rendem frutos aos detratores, digo, agricultores.
Estava ali. Uma série de pequenos milagres messiânicos diante de mim. Quase um Al Gore de saias, ornada de mata nativa, créditos de carbono, selo do Ibama e pinta de Obama. Séria, centrada, truta de velhos senhores que admirei... uma benção.

Até lembrar-me de que o Estado é laico, graças a Deus.

Não pude ignorar. Ministra engajada, um dos raros acertos de Lula no quesito nomeações, de histórico sólido e mito forte, ex-seringueira, origem humilde, lutadora, culta e o melhor de tudo, Mulher. Lutou contra os coronelistas e empresários financiadores do padrão e fez o Ministério do Meio-Ambiente servir pra alguma coisa pela primeira vez. Articulada e premiada (não meras homenagens, como as pro chefe - premiada de fato), circula entre os meios intelectuais e intelectualoides - e até entre os lobos - com boa fluidez, a ponto do Gabeirão assinar embaixo (mesmo sendo um maconheirão de visão diametralmente oposta a uma combatente da discriminalização das drogas). O Suplicy é fã (não sei se isso é agravante hehehe), até os bons gringos pagam um pau pra bichinha.
Tentador ou não é? É, mas como eu disse, não pude ignorar... o contraponto.


Dona Marina, aparentemente, é uma árdua defensora da expansão do evangelismo político (ao menos enquanto as reclamações não providenciam uma rápida 'flexibilização' do discurso - e olhaí a tucanagem).
Dona Marina, que Deus a conserve, também vê com bons olhos o ensino de criacionismo nas escolas.
  • Eu espero, de verdade, que o leitor saiba o que é isso e me poupe de explicar. Se não souber, gastemos tempo procurando no Gôgou ou economizemos dizendo que, basicamente, é uma punheta mental do crente xiita que, sem convicção de sua fé, usa de pseudociência pra justificar ideias imbecis (imbecis, sim - você pode acreditar em Deus, problema seu, mas se quer acreditar literalmente num Gênese de seis dias com cobras falantes você errou de site, de século, seu lugar não é nesse blog e muito menos na política. Nesse caso, recomendo clicar imediatamente aqui).

Bum! Dona Marina não esperava que a associação de sua imagem com tais ideias repercutisse tão mal. Ciente da tremenda Kaghanda, digo, Cagada que deixou escapar, tal e qual um peidinho fortuito numa palestra sobre efeito estufa, remendou:

FOLHA (set/2009) - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Darwin ao criacionismo. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?

MARINA SILVA - "Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. (...). Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução em pé de igualdade, não vejo problema. A partir daí, começaram a dizer que eu defendia. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista"
Ah sim, ófi córse. Traduzindo: "sim, equiparei".
Quem já lê este blogue pode intuir que isso iria chamar minha atenção de algum modo. Preciso pesquisar um pouquinho mais, pra não ser tão leviano (um pouquinho, eu posso e devo!).
Enquanto isso vocês podem ir dizendo o que pensam do assunto. Que tal?


Volte em breve e me dê IBOPE mesmo com esse assunto mala, que o titio Denuxo anda carente!

Nenhum comentário: