quarta-feira, 22 de julho de 2009

Informações confiáveis sobre a Gripe Suína

Muitas são as dúvidas a respeito do vírus H1N1 e sua influenza no mundo moderno.
No entanto, vivemos a Era da Informação, o que significa que a boataria domina, fontes confiáveis são artigo de luxo e dados desencontrados mais confundem do que esclarecem.
Até agora. Finalmente, um centro de estudos sério manifesta-se sobre o tema!
Confira abaixo mais informações:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

• Homenagem ao astronauta Michael Collins

Neste dia 20, em comemoração aos 40 anos da descida de Armstrong e 'Buzz' Aldrin em solo lunar, a Redação de UADERREL tem o incomensurável e recalcinofolejante prazer de parabenizar o astronauta norte-americano e terceiro tripulante da Apolo 11, Michael Collins - também conhecido como Testículo (aquele que é importante pra aventura, mas não entra na parada).
Nós, sempre solidários para com os retardatários, sem os quais nenhuma competição faria sentido, regozijamo-nos pelo feito de Collins e, em sua homenagem, recolhemos alguns depoimentos emocionantes de anônimos e celebridades:


"Foda é sentir
o cheiro e não
poder comer!"

Agenor - Garçom




"Concordo
(às vezes)"

Dr. Durval - Ginecologista





"De boa...
Ninguém lembra
do meu nome
também"

299º de Esparta



"Micheel...
brilha mutcho
nu Coríntcha"

Zina





"Sem ele
eu jamais diria
'I see skies so blue'
(a Terra é azul)!"

Armstrong




"Foi U Cóli
quem butô
panói bebê!"

Jeremia





"Se servir
de consolo,
eu ja fumei
sem tragar...
"
Bill Clitoris

sexta-feira, 17 de julho de 2009

• Falando de boca fechada

Você fala e se arrepende? Muito, pouco?
Escrevo mais do que falo, mas também sinto falta de um ctrl+Z na boca e na vida. E a falta do que não existe é um desses mirácolos do novo milênio (e tanta demanda fará com que um dia esteja à venda, pode anotar).

Há tempos apontaram-me um comportamento cada vez mais rotineiro: posto e apago muito no orkut (entre outros canais de comunicação mais relevantes). E isso é cada vez mais frequente.
Não me importo, por exemplo, de ser flagrado com a mão na massa (ou melhor, no mouse) 'deletando' o que escrevo. Incomodame-me muito mais reler o que eu disse e pensar "pra que dizer, afinal?".
Talvez seja mais um sintoma da síndrome de velhice, não sei. Mas cada vez menos tenho pique e fôlego para entrar em discussões, das mais banais às mais graúdas, que ao final das contas sempre trazem a sensação de que não levarão a nada - ou talvez a alguma discussão fútil onde ninguém mudou a opinião ou aprendeu algo. O fato é: não há troca ou aprendizado no fluxo dos que falam e não têm tempo pra ouvir (aos outros e a si mesmos). E o maior problema não é nem ter a opinião formada, é ela ser definitiva. Sempre, e ainda que o discurso mude amanhã.

***

É punk gostar de comunicação e ao mesmo tempo sentir o quanto ela é torpe, frágil e motivada por forças que não estão à mostra. Se quer dizer outra coisa, por que não dizer logo? Num bate-papo vê-se muito monólogo paralelo: a pessoa fala para si e ali, naquela frase, deposita uma enxurrada de coisas que mal absorveu racionalmente.
Não que tudo tenha de ser racional, pelo contrário. Mas, como essa parece ser a única ponte restante, que permite que nos entendamos nesse mundo de instintos represados, fica difícil um saber onde o outro quer chegar. Você diz 'casa' e eu ouço 'casa', mas nossas casas mentais jamais são as mesmas (e, segundo os relativistas, nem há porque serem). Mas então, pra que dizer?
Tudo o que se lê e escuta, até mesmo numa conversa desprentensiosa, parece coisa pensada na hora, mas chovem ali conversas internas de anos, preconceitos, defesas emocionais para dessabores, alfinetadas e recadinhos, construções e armaduras mentais pra tolerar o cotidiano etc. Com algum treino você percebe com clareza o quão ridículas são tantas palavras agrupadas e subvertidas em seu sentido, apenas para comunicar uma dor ou euforia.
O que houve com o "Ahhhhh!"?

Uaderrel? De certo modo, chegamos ao ponto onde não se pode ter mais uma conversa descompromissada, onde alguém discorda de você e isso não é lá tão incômodo. Tudo é questão de vida ou morte, de "esteja conosco ou contra vosco", de radicalismos hipócritas num meio onde falta coragem e fibra pra assumir posturas concretas para além do blablablá. O espasmo morre na palavra e ali se perde.
E tem mais: ultimamente qualquer assunto acaba em reticências. Reparou? Tudo anda tão relativo que perder tempo definindo o universo em papos de boteco é só isso, perda de tempo. Há sempre mil e uma óticas e ninguém quer saber da sua. "Conversar" virou botar o galo na rinha, mas o que hoje é desafio e ofensa antes era um prazer.

Saudades das conversas ao pé da fogueira, de quando um quadrado era um quadrado. Nobres seres em cavernas sabiam que o grande prazer de um homem era a epifania de um bom churrasco - sentar-se frente ao fogo cercado de amigos, mulher, comida e muita, muita conversa. Era gostoso saber como aquele outro contaria uma história que você já conhecia, como diria aquilo que você nunca ouviu, como obrigaria a rever seus conceitos no jogo prazeiroso de crescer com as palavras.

Sei disso porque tenho a mesma humanidade desses homens. E quase me esqueço disso porque vivo numa Era de egos ávidos por troféus e medalhas. Ninguém mais parece saber o que quer, mas não importa: tem de vir no topo do pódio, na vitória do embate. Competir por tampinhas de garrafa na infância era mais construtivo porque ao menos você sabia qual era o prêmio. Hoje fulano fica feliz se te provar (ou vencer na retórica) que a vida é pura infelicidade.
E?
Mardito DuChamp. Amplitude de visão é uma coisa, mas diluição demais só esvazia, oras. Aprofundar-se no Nada leva ao Nada, não é óbvio?
Quem quiser, que queira. Mas tô a fim de algo mais.

***

Apago e deleto. Então, por que escrevo?
Porque quero dizer, porque quero participar do mundo com a minha ótima, minha experimentação, meu estágio. Porque quero outras óticas, outros brilhos, ouvir a reverberação das ideias em outras cucas, como reagem às minhas e o que devolvem. Nisso eu quero o que todos querem mas só eu sinto como sinto. É dasabafo, é troca e reavaliação, é expressão do turbilhão interno que todo mundo tem - e que não se diz em palavras, afinal.
Dizer é um ato para além de si.
Nos tempos onde todos defendem mil e uma bandeiras - definidoras de fronteira por excelência - e tudo precisa ter um porquê, estou cada vez mais inclinado a dizer apenas um sorriso.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

• Da série "Fwd: [Cuidado ao abrir !!!]" - 2

CARAMBA!!!! Olha o físico dessa mulher!!! [Conteúdo explícito]



OBS: Concordo.

domingo, 12 de julho de 2009

• Mimetismos nas relações nº2

Aposto que você já passou por aquele desagradável processo de descoberta onde um segredo seu, que levou anos para ser dividido com aquela pessoa amiga, foi parar em questão de horas na orelha do parceiro(a) dela - provavelmente durante aquelas conversinhas idiotas de alcova onde, por falta de assunto pós-foda, fala-se do alheio. Poizé, nobre leitor. Casal é isso aí (dizem): bateu em um, dói no outro. Eu, que nunca fui amigo de casal e sim de pessoas, finalmente compreendi.

Já comentei antes, mas o tema é persistente. As simbioses nos relacionamentos são como Gremlins: no começo são até fofuxinhas, mas espera só alguém mijar em cima pra tu ver no que se transformam. Da posse e corporativismo à parcialidade e total falta de privacidade, vários dos tórridos casos del amor cotidianos abarrotam nuestros saquitos com suas manifestações recalcinofolejantes de mimetismo, comensalismo e até conurbação (onde os construtos fantasiosos de um fundem-se aos do outro).

Complicado. "Mas," - você poderia dizer sabiamente - "...cada um cos seus pobrema". Concordo. Até o momento onde isso não vem pro seu lado. Sim, vem, e quando vem... ê laiá. Até explicar que focinho de porco não é tomada (ou, como diria Irmã Dulce, que "O.B. não é chup-chup de vampiro") os danos já estão feitos. Você pode até minimizá-los com aquela ginga malemolente da cor do pecado, pero... evitar? Jamé.
Isso porque a equação da meia-laranja é uma das inefáveis Leis hortifrutigranjeiras do Universo; Lei esta que postula, entre outras verdades físicas, que dois idiotas enamorados têm de ocupar o mesmo lugar no tempo-espaço, nem que seja numa situação absolutamente impertinente para todos exceto a duplinha. Não tem jeito: Lei, amiguinho, (a menos que você seja o Maluf) é coisa séria!
Ah! E ela não é machista: vale para amigos e amigas de ambos os sexos e vice-versa, sendo pré-requisito apenas possuirem conjuges que substituam-lhes integralmente a individualidade.
É compreensível. Entre as sortidas modalidades de relação, há aquelas onde fulano(a) quer misturar amigos e lóvi-lóvi num mesmo ambiente para facilitar a vida. Até aí, joínha (desde que fulano et cicranos saibam separar as coisas, o que não é o caso dos mutualistas).

***

Vejamos uma alegoria do incrível mundo da Natureza que Discovery Channel jamais mostrou:

Deixa o 'Vida' me levar, vida leva eu...Imagine você, amigo de Bernardo* (nome fictício para fins ilustrativos), seguindo seu rumo num dia outonal. Caminha bem sozinho pela estrada à fora levando doces para a vovozinha quando, de repente, encontra Ela, a famigerada "muié do amigo". Aquela mesma que Bernardo disse um dia, todo enfático, que "a relação dos amigos com ela independe do fato dos dois serem namorados". Beleza.
Eis que ela inadivertidamente te cumprimenta com aquela intimidade que ninguém sabe de onde veio, dispara a falar um monte de coisas que você não quer saber e, de quebra, come todos os doces da vovozinha.
Então você pensa: "Vou lascar um hadouken na orêia dessa mula".
Então você repensa: "Deixa quieto, vou embora pra não fazer merda em consideração ao proprietário" e segue seu caminho, deixa o assunto em silêncio, em paralelo, pronto a evitá-la futuramente a fim de evitar conflito até que possa digerir o caso (e ela, os doces).
Tarde demais. Em algum momento seu amigo Bernardo intuirá que você 'ignora' a muié (claro, através dos comentários sinuosos da patroa - que em geral é burrinha mas manja tudo de intriga). Você pretendia conversar com ela depois (ou mesmo deixar pra lá), mas Bernardo já tomou as dores. E é isso: o circo está montado, rende três porções e não mais que de repente você está no meio de um 2 contra 1.

***

Poderíamos dizer "ah, mas os mutualistas tomam partido com ou sem razão, você sabe. É como o filho pentelho do compadre: você tem de deixar o satanás quebrar seus bibelôs sem falar nada, por consideração".
Pois eu digo: "Antes fosse, meu nobre leitor". Quando algo está definido, é mais fácil. Todos sabem que "mulher do amigo" é algo a tolerar-se como o carro dele que encheu sua calçada de óleo, ou o cão da família que resolveu serrar o pau na sua canela num dia de visita. Os amigos do amigo enamorado, cientes disso, tratariam de preparar o espírito para a realidade que se desfralda e pronto, tudo certo.
Mas não. Toda lei pode ser distorcida e os mutualistas só assumem sua condição fundamental em momentos específicos, também chamados etimologicamente de "convenientes". Tal como uma Petrobras que oscila entre comportar-se como privada ou estatal de acordo com a pauta, os mutualistas também balançam no muro e não raro postam-se como entes distintos que sabem separar as coisas.
Ele quer que vocês sejam amiguinhos, role ou não (e aí se não rolar). Ao trazê-la para o futebol, por exemplo, tá implícito no ato do Bernardo que você não pode tratar a namorada dele apenas como "a namorada do amigo" - ela tem nome, é alguém... e se preciso ele exigirá verbalmente a inclusão. Para mostrar como ele está convicto disso, diz que reagirá "super numa boa", entre outros adjetivos equivalentes que aparecem nas frases explicativas, que ele repetirá à exaustão até que você acredite. Perigo, Will Robinson!
Cedo ou tarde você perceberá a lógica: ela (chamemo-lo-emo-la Anêmona), segundo ele, deve ter todos os benefícios de um camaradão de boteco. MAS sem jamais ter de encarar um "vá tomar no entorno do pubococcígeo, puêrra" como todo cumpádi. Resumindo, 'comer a carne sem roer o osso'.
Então você aprende: jamais cair nessa conversinha, sob pena de peidar na frente da moça e cometer um pecado mortal aos olhos do colega.
Não perca tempo: por parir tal ideia de jerico, mande o bródi tomar no pubo etc, enquanto ele ainda considera isso um cumprimento normal entre camaradas.

É isso aí, amiguinhos! A natureza tem suas leis imutáveis mas é possível sobreviver a elas!
Já sua 'amizade'...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

• Da série "Comadres & Compadres" - nº4


A foto diz tudo. Você olha e sabe: é a Gi, a Gi Creide Caipira.
A foto diz e as pessoas dizem também. Muita coisa:

  • A Gi é sobrinha da Tia Odete.
  • A Gi é radialista - e numa rádio, vejam só!
  • A Gi é cantora de música clássica e rainha dos motoboys.
  • A Gi é tudo o que a Pitty gostaria de ser se estivesse com Alzheimer.
  • A Gi é desenhista de mão cheia, entre outras coisas, de problemas de articulação.
  • A Gi é perneta, banguela e lesada, mas à parte de si tem todos os sonhos do mundo.

Enfim...

Eu acho a Gi genial, nonsense, divertida, criativíssima, ágil e afiada.
A Gi é porreta mesmo sem eu saber o que é isso - se bem que eu também não a conheço direito, então beleza.


Você não sabe quem é a Gi?
Nem eu, mas clique aqui para saber o que andou perdendo.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

• Blog: dados de pesquisa nº5

Leitor de blogue e um bicho ingrato: completamos 1 ano de Uaderrel no dia 15 de março e nenhum dos milhões de expectadores deu parabéns, tampouco lembrou-se*.

DESNATURADOS
DUMA FIGA!




* (inclusive eu).

domingo, 5 de julho de 2009

O drama dos seres fragmentários é a fome pelo ABSOLUTO

O mais importante em toda afirmação é servir de marco ao processo. Mesmo quando defendemos posturas com unhas e dentes, tais bandeiras não devem ser carregadas e sim colocadas em mastros fixos ao longo do Caminho, posto que marcos. Posições simplesmente marcam um movimento de uma dança que morre quando congela em um passo.
Ao carregar uma bandeira sobre os ombros, você não tem como reavaliar: está lá com você, aproveitando seu eixo. Vire para trás e ela esconde-se em suas costas. Volte para a frente e ela se desfralda novamente para trás. Não há como notar o quão poeirenta, o quão surrada tornou-se. Os reparos, quase sempre tardios, vêm quando não há mais chance para além de remendos.
Nesse diálogo interno, onde buscamos fontes e luzes como que por instinto, reavaliar é a Grande Arte. Quase sempre difícil, não por ser complexa e sim por tocar nas emoções - e na fome imediatista por um ponto final. Afinal, o caminho é longo e cansa.
Quantas vezes já não peguei-me em discursos por justiça que beiravam o fascismo? Em contradições extremas em nome de uma lógica que, de início, parecia tão coerente? Em quantas brechas e sulcos já não tropecei nesse caminho?
Muitas, mas não tantas quanto nas vezes em que esqueci-me de que era apenas isso: um caminho.

A perfeição, a realização suprema, a felicidade eterna, a teoria unificadora, a verdade absoluta, a solução final, o encontro com Deus.
Nos esquecemos que nessa busca tudo é um momento... seguido de outros.

• Da série "Fwd: [Cuidado ao abrir !!!]"

Periquita com Piercings [Conteúdo explícito]




OBS: E-mails são mesmo coisas diabólicas, amiguinhos...

sábado, 4 de julho de 2009

• Da série "Comadres & Compadres" - nº3

As imagens falam por si.


Árvore no Crepúsculo (2009), de Kamilah Castiglioni*

*Fotógrafa residente em Washington D.C., EUA.
Veja mais aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Evidência de que a mídia é manipuladora - nº1

...E ainda há quem creia nessas premiações. É auárdi daqui, é féstival dali, tópi faive acolá.
Bobagem, galera: não há nada de mérito, é tudo armado pelos interesses das gravadoras.

Senão, vejamos: Os ETs nunca tocaram nos nossos rádios e já ganharam disco de ouro!


Quantas cópias venderam os Incas Venusianos? Hein? HEIN?