terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

• Kaghanda Yan Dandha vos diz nº 6

"Amado mestre Kaghanda,
Como fazer para que meu
casamento tenha um final feliz?"

Maria Aparecida Crêudsson 











"Divorcie-se."
Sri Swami Kaghanda Yan Dandha ॐ
 










Esta e muitas outras dúvidas existenciais serão
sanadas em "Fala que eu te estupro" - 69ª edição

Editora "Para Gostar de L.E.R."

ISBN 0394583904-308



 

Kaghanda vos diz nº5

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pra encher os olhos (e a cuca)

Não sou muito de tietagem, mas o que é ótimo merece ser dito. Já comentei aqui do Gilmar e do Seri, dois tremendos profissas na arte de dar vida ao grafite e à celulose. Se você gosta de charge, caricatura e ilustração, precisar dar uma zapeada nesse blog: é o Lápis, Papel e Fernandes, página que reune alguns dos excelentes trabalhos desse profissional, que é sem dúvida um dos maiores do Brasil e do mundo.

Tá, eu sei que sou exagerado, mas você está a um clique de descobrir o quanto fui comedido no comentário acima. Luiz Carlos Fernandes, o gigante de Itabaianinha, é premiado dentro e fora do Brasil (e em premiações relevantes - não aquelas 'homenagens' de Itapipoca do Oeste, que politiqueiro adora gabar-se de ganhar).
Não fustigarei vosso saquinho desfiando o currículo gigantesco desse cara; quem se importar com isso pode conferir no próprio blog. Ao invés disso, deixarei aqui uma pequena historinha.
Sabe aquela pessoa que um dia você viu, ouviu ou conheceu o trabalho, cujo impacto foi tão grande que mudou toda a sua vida? Então, Voilà.
Desde bem pivete eu era apaixonado por desenho, ilustração, imagem, o lúdico. E aqui onde eu morava havia um suplemento infantil do jornal local que eu adorava, cheio daqueles pinta-pontos, liga-pontos e muito, mas muito desenho. Um dia o caderninho sofreu uma revolução visual e os novos desenhos pareciam saltar da página de tão vivos. Pronto. Foi a primeira vez que admirei o trabalho de alguém a tal ponto que quis saber, por mim mesmo, quem o fazia. Pra alguns foi o Maurício de Souza, pra outros o Disney; pra mim foi esse cara que, pelas mágicas da vida, décadas depois, é hoje meu vizinho de baia aqui na Redação, onde fazemos esses mesmos suplementos.
O mundo dá voltas interessantes, não é?
Eu não podia querer melhor. Onde mais eu poderia ter tantas aulas de profissionalismo, postura e humildade?

Lápis, Papel e Fernandes - clique aqui

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Se você chegou aqui via Google procurando trabalhos de cartunistas, aqui vai uma dica que dificilmente vai ler em outro lugar: o melhor de aprender com as feras não está em passar o dia falando de técnicas, concursos, materiais ou dinheiro. Isso é bobagem. Ninguém fica falando como você deve desenhar, quanto ganhou num livro tal ou "abrir las portitas de lo mercado". Não acontece.
É aprender que dinheiro, como tudo mais, é consequência do exercício de um olhar vivo e de mãos treinadas à exaustão, de confiança no seu estilo, de amor ao que se faz apesar das pressões externas. É jamais esquecer que um ilustrador é feito de suor, tinta e dignidade. E, principalmente, que ser professor de verdade é ensinar sem pretensão, é jamais se postar como um dos muitos marketeiros e mercenários com seus séquitos e esquecer que artistas não têm discípulos e sim amigos.

"Porque o desenhista desenha?
Porque desenha.
Se não desenhar, perece"