"Se você atingiu o Nirvana,
espero que tenha mirado no Kurt Cobain"
5 gauchos : 1 Passeata gay
Sri Swami Kaghanda
Yan Dandha ॐ
em "100 Anos e Sou Lindão"
21ª Edição
Editora "Rebola e Desembola"
- 1250 páginas -
ISBN 0394583904-303
terça-feira, 6 de maio de 2008
• Kaghanda Yan Dandha vos diz:
sábado, 3 de maio de 2008
• Coração Zagreu
Amanhã (ops, hoje) vou ter com meu Amigo.
Falei pouco ou nada sobre ele neste blog que anda um tanto intimista (mais do que minha máscara gosta de assumir).
Mario é um desses raros presentes que ganhei de sopetão, sem esperar. Por muito tempo desejei mestres a ensinar-me mas, ainda bem, os deuses sempre ignoram meus pedidos idiotas e quase sempre mandam-me pelo caminho algo melhor que a encomenda (por isso mesmo espero que não cobrem).
Durante minha vida trombei surpreso e distraído com gente de todo tipo, e alguns tornaram-se marcos especiais. Se bem que 'marcos' são estáticos demais para referir-se ao dinamismo e vitalidade que esses alguns infundiram em minha vida. Quando penso em 'alguns' sinto que não estou em justiça com as medidas corretas: há muitos nesse pocketbook da minha existência a iniciar capítulos, de orelhas de burro a notas de rodapé.
Mario não é nem um nem outro. É uma mancha boêmia de vinho que caiu sobre as páginas e varou por várias, diluindo palavras e subvertendo signos. Seu melhor, enquanto mancha, é acompanhar-me página a página, na leitura e na escrita. Sobre ele a caneta não pega e tenho de buscar sinônimos, revoluções e novas idéias. Sobre ele as ondulações do papel tornam-se ovelhas de nuvem que me obrigam a desenhar improvisos no melhor de mim. Mancha o que escrevo com sua embriaguês indelével. Quem diria... eu, feliz pela embriaguês de uma figura que por muito tempo foi paterna. A poesia, que ele ensinou-me a amar, tem desses paradoxos.
Mario foi desafio, colega, professor, companheirão de boteco, amigo e pai. Hoje ele é Amigo, A maiúsculo. É como meu pênis: é parte de mim mas tem vida própria*. O cara ultrapassou todos os limites e critérios que usei durante a vida para definir a participação das pessoas na minha intimidade. Quando eu não sabia mais o que ele era é que o encontrei.
Mario é um amor.
***
Amanhã (ou hoje) vou lá cuidar do meu velho filho-pai todas-as-coisas. Seu pé está machucado (pouco menos que suas asas; estas, apenas o suficiente para abalar sua vaidade) e este é um bom pretexto para mimá-lo enchendo o saco por algumas horas. Irritarei sua fúria de Xangô, queimarei sua infâmia de cronópio e não deixarei vazia a taça de seu Dioniso. Ele vai torrar minha paciência com perguntas de informática para embonecar seu blog (maldita inclusão digital!), vai fazer trocadilhos e rir do que eu levo a sério, vai empolgar-se com as mil histórias e aventuras que viveu e/ou sonhou, vai disfarçar o peito estufado de satisfação com a casa cheia que ele, animal gregário, adora ter. Ou seja, vai fazer Marisses. E é por isso que eu vou.
***
Ele acha, eu sei, que devo preparar-me desde já para a amputação.
Um dia eu vou limpar a bunda do Marião. Vou trazer a última cerveja que o doutor proibiu. Vou vesti-lo em suas últimas roupas e guardá-lo no ventre da terra que ele ama desde sempre, na forma de suas 9 paixões e mil mulheres de encanto. Vou despedir-me, cobri-lo de areia e queimá-lo no Tempo; menos seu coração. Este guardarei na minha coxa direita e banharei com vinho.
Mas não hoje. Hoje (e amanhãs) eu vou ter com meu Amigo.
Porque Mario sou eu.
* Pode apostar: ao ler isso o filho da puta vai rir e dizer que não procede, pois não é careca com um furo na ponta (e muito menos microscópico...)
sexta-feira, 2 de maio de 2008
• Dia do Trabalho (pra variar...)

...e o 1º de Maio deixou seqüelas.
Trabalho direto desde a segunda retrasada.
Sorry, caríssimos leitores. Tô pôdi. Prometo que muito em breve aparecerei com novíssimos e incomensuráveis posts idiotas para podermos rir das nossas caras com a devida propriedade.
Só espero permanecer acordado por tempo suficiente para postar essa mens
zzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZ...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
• Putz!
Que merda de blogueiro sou eu?
Só agora percebi que tá faltando por aqui uma crônica do Jabor escrita por outra pessoa.
Desculpem nossa falha*!
*(pois 'falha' nunca é minha, no máximo nossa).


