segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Complexo de Hermitão

Vocês por acaso sentem-se (ou já sentiram-se) cansados de gente?

Olha, eu sei que soa antipático pra chuchu dizer isso justamente num blog onde os chegados leem, mas... por favor, não entendam mal. É que ando um tanto de facová cheio dessa coisa de 'jogo social': apresentação/forma-se um grupo/grupo cresce/membros brigam/sub-grupos separam/sobram um ou outro no final.
As intrigas, as fofocas, as redundâncias humanas, a falta de honestidade consigo próprio, que faz com que peneiras intermináveis fiquem cortando um e rompendo com outro sem saber bem o motivo. Até de polêmica ando correndo, coisa que eu achava totalmente fora da minha natureza. Baita sensação de Dejavu.
Não consigo mais ver meus velhos grupos como se a eles pertencesse, e ao ver novos com as mesmas sementes de sempre, o cheiro de desarmonia iminente me coloca pra correr. Algumas palavras perdem cada vez mais peso na boca dos outros, e crescem em valor lá dentro da alma, como o daquelas pessoas de olhar franco pra dentro do seu; como "Amizade", essa palavrinha prostituida por demais. "Amor", então... ô palavra mais Bruna Surfistinha, meu Deus.
Troca de quantidade por qualidade? Sei não.
Dá vontade de ficar quietinho, no canto, uma cerveja na mão e não mais que um sorriso. De lábios selados.

Vocês já tiveram isso e passou ou esse troço é permanente? [:o]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma (nova) rasteira da informática

Quase um mês sem postar, perdido em desafios tecnológicos.
Essas semanas de trabalho intenso levaram-me ao velho pensamento (hoje, clichê - como tudo nessa Era, que envelhece em poucos meses): a informática veio para facilitar a vida. Só não escolheu ainda a de quem.
Não me entenda mal. Adoro um gadget novo, não sinto saudade do arado e acho ótimo poder falar com gente a 12 mil quilômetros de mim como se estivesse ao meu lado. Vivo de informática, essa ferramenta que muitas vezes foi uma mão na roda (ou cursor?) pra minha criatividade.
Mas... não te parece estranho que, cada dia mais, somos nós que temos de nos adaptar às ferramentas, e não o contrário?

Na faculdade, me lembro bem, havia uma tal de ergonomia, o estudo da perfeição com que um dado objeto se ajusta ao usuário. Taí, seja lá o que aconteceu a ela, sinto por ter sido esquecida nessa equação invertida do novo milênio.
Me pergunto se falta muito pro dia em que as pessoas terão de fazer pós-graduação pra mexer numa calculadora. Deve ser divertido pros desenvolvedores (aqueles nerds vingativos) mudar de lugar os comandos e inventar novas modas, cheias de salamaleques, para fazer algo que você, em sua modéstia pragmática, gostaria que fosse feito ao simples toque de um botão.
Não era esse o sonho, afinal? Esses moleques com sobrepeso do passado, ávidos espectadores de Jornada nas Estrelas, não desejavam também aquelas quinquilharias exóticas, cheias de blips, blaps e nenhuma complicação?

Na informática de hoje, basicamente queremos uma pizza, mas teremos de nos adaptar ao fato de ser feita com areia porque o desenvolvedor achou que não-perecível é mais viável.
E a alternativa é comer o pastel de cimento do concorrente.

***

Não sei vocês, mas não quero ter de pensar (ou pior, fazer malabarismos) pra convencer a chave-de-fenda a fechar o parafuso. Quero apertá-lo e pronto. Não sou micreiro, sou um usuário comum.
Será pedir muito aos especialistas, tão encantados com suas complexas caixinha mágicas de L.E.R. e desgosto?

Na boa: se eu perder mais um centavo (ou minuto) com computadores, volto à caneta.
(E à fila do seguro-desemprego, claro!)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Toda desgraça, pra trouxa, é pouca

Às vezes eu chego a pensar que estou cercado de bundas-moles. Bunda mole mesmo, daquela que não encara nada mais firme que sorrisos gelatinosos.
Mas aí eu percebo que o problema é meu mesmo. Meu e de minhas ilusões.
Sempre senti, desde pivete, que um relacionamento ideal e franco envolvia despir-se dos joguinhos e estratagemas sociais. Por que? Porque é cansativo, oras. Uma perda de tempo. Não tenho fôlego pra cortar todas as toras que a fogueira das vaidades demanda - achei que tinha, mas não tenho. É fogo rápido, consome tudo, não aguento o tranco.
Por mim, tirando aquelas situações sem escapatória (e mesmo isso é relativo), onde você tem de sorrir amarelo enquanto te enrabam porque disso depende sua sobrevivência, o resto é sentir, pensar, ponderar e dizer.
Pois não é que, pela milionésima vez, eu desobedeci a regra máxima da vida coletiva?
O negócio é calar mesmo. Como todos os outros, aqueles, os ditos bunda-moles, na verdade muito espertos. Eles vieram, disseram, replicaram e treplicaram - mas só na surdina. Na frente, ah, na frente... é boquinha de siri. Entrar por um ouvido sem jamais sair pelo outro (e nem pela boca). É isso: o trouxa aqui não entende que ser aquele que vai e diz de frente o que todos estão dizendo por trás é serviço sujo a ser evitado.
Eu agradeço pela lição. Não posso dizer que seja um aprendizado, porque não é - o burro aqui demora pra entender, e demorar é pecado capital nessa época. Mas vocês estão certos. Certíssimos.
O negócio é falar, falar... e negar quando confrontado. Guardar aquele "eu? Maginaa" na manga, pronto pro saque, e deixar algum trouxa (que, em geral, tem blogue e se arrepende de dizer coisas) diga por você. Deixe que ele defenda seus interesses por tabela, e então se queime e se desgaste.
É pra isso que os ponta-de-lança foram feitos: pra quebrar no couro. Deus, em Seu tabuleiro, precisa de um tantão de idiotas pra armar a greve e ser demitidos enquanto você espera seu aumento em casa. É exatamente isso que esse povinho patético precisa: de porrada na orêia pra ver se aprende que, ao invés de chorar as pitangas em momentos tardios de auto-piedade, deveria é ter o mesmo senso de autopreservação que os espertos esbanjam.
Com sorrisos gelatinosos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Férias!

Fáinali!
O quê? Eu mereço, porra. Adoro o que faço, amo meu trabalho, mas vagabundar tem um certo séquizapiu que não posso negar. "Vagabundar", numas, que não consigo ficar parado. Vou começar um montão de coisas que deixarei incompletas!
Férias é aquela coisa estranha, como a vida: você leva tempo pra se ligar e se acostumar, e quando finalmente tá pegando o jeito, ela acaba. Na hora de aproveitar pra valer, você tem de abrir mão.
Férias é coerente com um mundo onde você passa a broxar justamente quando tem o quinourráu pra trepar.
Férias é mesmo tão estranha que você fica na dúvida se ela é ou elas são, até que elas passam ou acaba.
Férias, amiguinhos, é basicamente tempo ocioso e mal aproveitado com sofismas sobre as férias.
Ou não.
Então deixo aí pra vocês, meus milhares de leitores apreensivos com meu sumiço, dois súperes posts supímpares, que eu tenho mais o que fazer.

Abraço e não chorem (de rir), pois eu volto!