quinta-feira, 8 de abril de 2010

Oh sim, im live!

Não é que este blog esteja morto, longe disso (tá, não tão longe). Mas desde o começo do ano estive imerso no incrível mundo das coisas que não avisam quando vão acontecer e que acontecem em sequência. Computador que vai pro vinagre, dinheiro que também vai pra lá pra comprar outro, cirurgia de emergência (se fosse grave eu não estaria aqui, portanto), viagens de última hora, casamento...
ops, casamento? É, pode-se dizer que sim... estou a morar com a patroa desde janeiro (comecei 2010 já adestrado!) e acertar todos os ponteiros leva tempo (se é que um dia acertam-se todos). Mudança de casa, hábitos, tralhas... ufa, cansei só de lembrar.
Esse é meu meio chantagista de convencê-los de que não vos abandonei: apenas estou de licença por tempo indeterminado e, convenhamos, absolutamente compreensível. E, enquanto eu não volto, que tal rever os melhores momentos desse blog? É, eu sei, você tem razão... então reveja os momentos menos ruins desse blog, estã cheio de postagens ali do lado direito, tudo tão simples e acessível que até vocês conseguirão!

Um abraço e não sofram, pois eu volto.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pra encher os olhos (e a cuca)

Não sou muito de tietagem, mas o que é ótimo merece ser dito. Já comentei aqui do Gilmar e do Seri, dois tremendos profissas na arte de dar vida ao grafite e à celulose. Se você gosta de charge, caricatura e ilustração, precisar dar uma zapeada nesse blog: é o Lápis, Papel e Fernandes, página que reune alguns dos excelentes trabalhos desse profissional, que é sem dúvida um dos maiores do Brasil e do mundo.

Tá, eu sei que sou exagerado, mas você está a um clique de descobrir o quanto fui comedido no comentário acima. Luiz Carlos Fernandes, o gigante de Itabaianinha, é premiado dentro e fora do Brasil (e em premiações relevantes - não aquelas 'homenagens' de Itapipoca do Oeste, que politiqueiro adora gabar-se de ganhar).
Não fustigarei vosso saquinho desfiando o currículo gigantesco desse cara; quem se importar com isso pode conferir no próprio blog. Ao invés disso, deixarei aqui uma pequena historinha.
Sabe aquela pessoa que um dia você viu, ouviu ou conheceu o trabalho, cujo impacto foi tão grande que mudou toda a sua vida? Então, Voilà.
Desde bem pivete eu era apaixonado por desenho, ilustração, imagem, o lúdico. E aqui onde eu morava havia um suplemento infantil do jornal local que eu adorava, cheio daqueles pinta-pontos, liga-pontos e muito, mas muito desenho. Um dia o caderninho sofreu uma revolução visual e os novos desenhos pareciam saltar da página de tão vivos. Pronto. Foi a primeira vez que admirei o trabalho de alguém a tal ponto que quis saber, por mim mesmo, quem o fazia. Pra alguns foi o Maurício de Souza, pra outros o Disney; pra mim foi esse cara que, pelas mágicas da vida, décadas depois, é hoje meu vizinho de baia aqui na Redação, onde fazemos esses mesmos suplementos.
O mundo dá voltas interessantes, não é?
Eu não podia querer melhor. Onde mais eu poderia ter tantas aulas de profissionalismo, postura e humildade?

Lápis, Papel e Fernandes - clique aqui

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Se você chegou aqui via Google procurando trabalhos de cartunistas, aqui vai uma dica que dificilmente vai ler em outro lugar: o melhor de aprender com as feras não está em passar o dia falando de técnicas, concursos, materiais ou dinheiro. Isso é bobagem. Ninguém fica falando como você deve desenhar, quanto ganhou num livro tal ou "abrir las portitas de lo mercado". Não acontece.
É aprender que dinheiro, como tudo mais, é consequência do exercício de um olhar vivo e de mãos treinadas à exaustão, de confiança no seu estilo, de amor ao que se faz apesar das pressões externas. É jamais esquecer que um ilustrador é feito de suor, tinta e dignidade. E, principalmente, que ser professor de verdade é ensinar sem pretensão, é jamais se postar como um dos muitos marketeiros e mercenários com seus séquitos e esquecer que artistas não têm discípulos e sim amigos.

"Porque o desenhista desenha?
Porque desenha.
Se não desenhar, perece"

domingo, 24 de janeiro de 2010

Liberdade de expressão - parte 2

http://www.istoe.com.br/reportagens/35527_A+LIBERDADE+DE+EXPRESSAO+NA+ERA+DOS+BLOGS

A quem interessar, eis uma boa discussão calçada em bases erradas.
NUNCA HOUVE LIBERDADE. NUNCA HAVERÁ.

Um médico pode cauterizar o seu ânus, uma cadeia de fastfood pode vender-lhe baratas no pão, mas você não pode falar sobre isso porque é crime.
Acostumem-se. Vai piorar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Pronto para 2010?

Eu não... hehehehe
Aquele ritmo preguiçoso (de sempre) anda mais forte esses dias, principalmente em relação ao dizer. A filosofia de um blog, no entanto, não admite a ideia do silêncio (traduzido de forma eficiente como "se não tem o que dizer, fique quieto" pela minha finada Vó Ana).
Não que não haja assunto pra um palpiteiro de carreira como eu. Há, e muito, em todos os ramos relevantes do dia-a-dia (e o dobro nos irrelevantes - que dão mais IBOPE).
Maaas... considerando que o ano no Brasil só começa depois do carnaval... talvez seja melhor eu respeitar a tradição! Só adianto que, entre resoluções de fim de ano que não cumprirei, entre ações que tomarei por pura pressão e por umas poucas tomadas de consciência realmente integrais, logo logo apareço com mudanças importantes (certamente para mim, talvez para alguns de vocês). O que posso adiantar é que, seis quilos mais magro e cuidando um pouco melhor da saúde do que em 2009, já sinto estímulo para cuidar de outras áreas que andavam abandonadas, como se fossem menos importantes para a minha sanidade do que dinheiro e trabalho. Arte, relacionamentos, novos sentidos para a vida... ainda que 2010 seja, por desejo e por necessidade, o meu Ano da Saúde, esses outros setores necessariamente não ficarão de fora do processo que já começou (e me admira não ter deixado pra começar numa segunda-feira, como toda boa dieta que não chega ao sábado).
Enfim, quem gostar deseje-me sorte, afinal um troll bem-cuidado é mais divertido de acompanhar que um leprechal enfermo.

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Descobertas do mês:

a) Quer destruir um homem? Chegue, toda faceira e garbosa, e chame-o de tio.

b) É verdade que uma droga leva à outra. A geração Tamagoshi tem um novo vício: Farmville (do latim fazenda de Satã), a coqueluche do Feicibúqui.

b) Não sabe o que é Feicibúqui? Imagine um orkut from hell, onde gasta-se dinheiro real por coisas irreais, cultiva-se a visão empreendora criminal e acorda-se no meio da noite para alimentar kilobits de vacas.