quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

• Pergunta Pertinente da Semana:

"Você prefere ser titular
em time da segunda divisão
ou ficar no banco da Seleção?"


Amiguinhos, eu não faço a mínima ideia do que é melhor aí (confesso que olho para ambas e só sinto mediocridade, mas isso é culpa da minha visão medíocre que não vê beleza nos meios-termos).
Considerando que o ideal de ser titular na Seleção nem sempre se apresenta como opção, consideremos as demais. Ambas sugerem um preço e um prêmio ambíguos:
Brilhar entre os pequenos? Parece aquela coisa de "terra de cego, caolho é rei", ou "o gigante de Itabaianinha".
Estar entre os grandes, mas sem aparecer na foto do pôster? Então está mas não está, né. Você é o famoso Quem, aquele anônimo com síndrome de testículo (não participou da f* mas esteve perto).

O que você acha?

8 comentários:

웃 Mony 웃 disse...

Tudo é questão de ponto de vista, pra quem faz o que ama, vale o fazer...
O foco aí parece mais o olho do outro do que o próprio, o da alma...
Se a questão for ser visto, claro que nenhuma das alternativas contenta. Mas, viver para os outros também não contenta. Pq a escolha pelo palco nem sempre é escolha legítima. Pode ser uma vingança, um tipo de compensação como "Ah! Eu vou fazer sucesso e provar para ele (pai, mãe, esposa, inimigo) que eu posso!".
A escolha de alma faz brilhar, principalmente os olhos, e isso ninguém consegue fingir. E isso, todo mundo nota. É esse o único brilho que vale, o resto é perfumaria...

Manooster disse...

Faço minhas as palavras da Mony.. Estar no banco da Seleção nada mais é do que pura falta de autoestima. Algo semelhante a comprar um zero quilômetro sem nenhumzinho opcional, ao invés do conforto e potência de um auto seminovo.. Só pra andar de nariz empinado por aí.. Questão de escolha..
Prefiro optar pelo amor próprio, fazer o que realiza a mim e não a outros.. Abraços!!

Karin disse...

Peraí... vá andar numa peça de museu por 18 anos e veja se não há prazer num carro zero básico total além do nariz empinado! Eu fiz essa opção e não me arrependo nem um segundinho. Foi praticamente um orgasmo! Se o nariz empinou ou não, isso eu já não sei... :P

Quanto ao futebol, não faço a menor idéia. A minha reflexão é básica, talvez por ser uma reflexão pessoal atual. Por que escolhemos o que escolhemos? A quem queremos satisfazer? E o que tenho descoberto fazendo essas perguntas na primeira pessoa do singular é que as respostas não são tão simples e nítidas quanto eu gostaria. Como saber se estamos sendo completamente isentos em nossa própria causa? Só porque contrariamos alguém? E se não contrariamos ninguém, estamos "com a massa"? É preciso ter um grau de conexão interna muito bom pra responder essas questões.

E se o cara tem orgulho de estar na Seleção, mesmo estando no banco? (sinceramente eu não acredito muito nisso hj em dia -talvez em décadas passadas- mas pode ser apenas ceticismo da minha parte) O ponto é que nem sempre queremos todas as luzes em cima da gente. Vejo isso em outras áreas e em alguns aspectos de mim mesma. Pode ser covardia, excesso de humildade, sei lá... Não defendo como sendo necessariamente bom, mas seria necessariamente ruim? Será que precisamos alcançar o topo da montanha toda a santa vez, como se fosse obrigação? Felizmente ou infelizmente a esmagadora maioria das nossas conquistas está nesse meio-termo nevoento e enlameado que vc não gosta, Denis. Devemos descartar as medalhas de prata e de bronze? Economizemos o metal, então... Mas acho que isso pode ser uma grande fonte de frustração em nossas vidas, nunca se contentar com nada a não ser com o ápice.

Enfim, como sempre, eu adoraria atingir o equilíbrio. Ter a tal dose saudável de ambição e ao mesmo tempo a sabedoria da satisfação com as pequenas conquistas. Vai ver essa é a minha utopia, o equilíbrio prefeito! Bosta, a gente sempre acaba querendo o impossível mesmo... rs

Karin disse...

Relendo a prolixia acima, vi que não respondi porra nenhuma do tópico. Sejamos práticos: o negócio é jogar ou ganhar dinheiro? Se for jogar, é melhor ser titular na segundona... e esses ainda tem a chance de crescer. Eu, como não gosto tanto assim de futebol, apesar de me divertir de vez em quando, iria preferir assistir o jogo mais de pertinho... :P

De Marchi ॐ disse...

Karin, a pergunta pode ser resumida assim: ser alguém ou estar entre quem é?
Estar numa empresa pequena onde você tem destaque e é alguém, ou estar numa gigante onde você é um número? Quem lembra do nome do jogador que estava no banco da seleção de 58? Por outro lado, ser coadjuvante na Grobo pode ser mais rentável do que protagonista na Record?

Não aacho que caiba certo ou errado, apenas gostaria de saber o que optariam e porquê...

Karin disse...

Ok. Eu não acho que dê pra resumir a questão em grande ou pequeno. Tudo depende do objetivo no momento. Se eu precisasse da projeção, seria bom trabalhar em um lugar maior. Se o que me interessa é satisfação no emprego, ou participar de um projeto que me agrade muito, eu iria ver onde ele está sendo realizado. Neste exato momento eu não tenho a menor vontade de me mudar para uma universidade de maior projeção do que a que eu estou, mesmo com todas as dificuldades que ela apresenta. Em parte por causa do compromisso que assumi lá, por ter vestido a camisa mesmo, em parte por não gostar do povo que trabalha na minha área em outro lugar. Talvez haja uma dose de comodismo, ou conformismo tb... Como vc disse, não é uma questão de certo ou errado, de bom ou ruim, preto ou branco...

Mariana disse...

Eu já estive nos dois cenários, fui um número e fui alguém, aos seus olhos,claro, meu caro De Marchi, mas para os meus olhos sempre serei alguém hehehe.

Querer "aparecer", fazer barulho e estar na foto é válido, não acho isso errado, só que eu não quero isso para mim. Quem achar que ser reconhecido é ter o nome citado na plaquinha/foto de final de ano, beleza, corra atrás disso.

Reconhecimento para mim é participação nos lucros, ou seja, no caso do jogador de futebol que ficou na reserva, levar uma medalha para casa, e claro, ser pago!

Estou ali, me chamaram, sei que posso dar conta do recado, não me chamaram MAS o time está mais confiante e seguro, além dos torcedores, por que sabem eu tô ali no banco de reservas, se der pepino sabem que podem contar comigo.

A minha presença no banco de reservas significa nada mais nada menos que segurança, eles sabem que podem dar 300% que caso a máquina quebre tem eu lá para dar continuidade.

Então eu tô feliz no banco de reservas, e conte comigo!

Luiz Rogério disse...

Realmente Denis, não há certo ou errado, muito menos como te responder se iria optar por isso ou aquilo. Uma resposta dependeria de uma análise da situação específica, mesmo que com dados incompletos.
Veja, por exemplo, que a primeira pergunta não era boa (jogar x ficar no banco). Pelo que entendi, trata-se de jogar onde você é alguém x jogar onde você é um número.
Muitas pessoas de destaque são descobertas em lugares pequenos. Por outro lado, existem pessoas que trabalham bem em lugares pequenos e mal em lugares grandes.
Trabalhar num lugar maior às vezes te dá uma visão e uma experiência que você não teria num lugar menor. E concordo com a Karin: ser chamado para jogar na seleção pode te dar uma projeção importante. Outros caminhos que você ainda nem imagina podem se abrir (estamos falando de hipóteses, claro, nada é 100% certo).