domingo, 20 de dezembro de 2009

Uaderrel vos diz:


by De Marchi

sábado, 19 de dezembro de 2009

Nietzsche (Saúde!)

Alguém já parou pra pensar que Nietzsche... assim... era um puta dum doidão?

Pinéu mesmo, treze total. Seja por sífilis, com tumor no cérebro ou o que quer que se alegue, o bicho era doido. Não bastasse um nome com cinco consoantes seguidas, o cara dava nó em gota e morreu num hospício.

É gostoso romantizar, claro, e pensar que ele ficou lá porque o mundo não estava preparado para reconhecer seu brilhantismo. De fato não estava, mas não é por isso que ele foi internado.

Isso tudo é só pra dizer que, por mais legal, criativo, maravilhoso e genial que seja uma ideia dum doido, não se pode esquecer a condição de sua fonte. Segundo o próprio Nietzsche, aliás.
Loucos podem ser geniais - em geral, a linha é mesmo das mais tênues - mas a perda daquele fiapinho derradeiro de contato com a realidade faz muita diferença.

Claro que em muitos esse fiapinho é a corrente de uma âncora. Claro que também pode-se questionar , numa masturbação mental ad aeternum, o que é sanidade, coisa e tal. Mas dá pra intuir, por exemplo, que certas coisas estão mais para a poesia, utópica e vivenciável apenas como horizonte e referência, do que para filosofia aplicável.

Li Nietzsche cedo demais, o que de certo modo saiu-me 'catastrófico'. Cheguei a achar que fosse o verdadeiro anticristo (e não o fanfarrão do Crowley - o que sob certa ótica ainda penso). Sofri para relacioná-lo com as correntes filosófica anteriores etc (tudo isso como esporte, não tenho maiores pretensões em relação ao tema). Demorou para lê-lo como realmente era-me útil.

Nietzsche (saude!) era um romântico. Um romântico com distúrbios mentais, absolutamente genial. Um Poeta.

Ele mesmo deu a dica: também para lê-lo é preciso abdicar da razão.
E ao parar de ler... voltar com os pés no chão.

Sabem como é... em abismo, amiguinhos, eu só pulo de bungee jump!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Keep Walking, Ju!



A gente sabia que se ela risse, contagiaria.

A gente sabia que suas palavras iam virar bordão.

A gente sabia quando era sério, sem grito por respeito.

A gente sabia como era fácil seguir líder nato.

A gente sabia que o lugar dela era mais além.

A gente sabia, a gente sabe, que a Ju é a Ju.




Boa sorte, Fia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mensagem do dia:

Sorria!
Você está lendo um gerúndio.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Política, de novo???

Ah não, sai do meu pé, chulé. Eu já havia dito que comentaria aqui sobre a Marina Silva (a qual ainda estou a pesquisar), só pelo esporte de pegar no pé. Mas de novo vieram exigir um posicionamento diante do circo de 2010.
Eu, hein...


O jeito é preparar esse textão prolixo e mandar pro lixo, digo, pro e-mail dos exigentes.


Já disse que não discuto paixões - o único fator verdadeiramente reconhecível nesses blablablás pseudopolíticos. Política nesse país é tratada como time de futebol, e o pior, principalmente nas classes supostamente cultas (e já deveríamos saber que acúmulo de conhecimento formal não acompanha necessariamente capacidade de raciocínio).
Sempre há, nas conversas, um ranço, uma aversão tácita (muitas vezes herdada, e sempre por antecipação) cheia de conceitos simplistas como direita e esquerda (o Olavo de Carvalho - o papa do Mainardi, por exemplo, acha que no Brasil só há esquerda - incluindo o DEM. Já os bancos devem achar o PT uma das mais rentáveis direitas de todos os tempos). Tudo baseado em velhas bandeiras descartáveis, numa era onde troca-se de partido como de cueca. Afinidade filosófica? Me poupe, mailóvi.

Como levar a sério uma discussão calcada numa base dessas? O emocionalismo, patético, ultrapassa o direito de cada idiota nesse país vomitar preconceitos sob o pretexto de democracia e atinge esses resultados que se vê.

O que mais me enoja, no entanto, não é o desfile de tolices em si, mas a atitude convicta e contundente de voltar atrás em algo que já experimentado que provou-se ser ruim, por não gostar do ruim atual. Desculpas, há muitas: 'falta de alternativa', 'menos pior', 'melhor voltar pra merda que pelo menos tava quentinha' ou até 'ser roubado por culto é melhor do que por ignorante'. Redundante ressaltar o medíocre nas sentenças.

Quem assim pensa não raro arrota índices e denúncias de jornais e revistas declaradamente partidários, sempre soltos em momentos estratégicos. Eesquecem que o viés da imprensa privada é ser empresa e mal sabem que apenas o 'receio' profissional (e não a ética, pois nesse sentido seria um dever abrir a boca) impede muitos jornalistas de comentar algumas dessas 'verdades', construídas pra classe-média reacionária bater palma. Tanto pra um lado quanto pra outro.

Então, é inevitável para mim que, ao ouvir velhos discursos das mesmas fontes, a ojeriza apareça - o que também me desqualifica pro debate.


Insisto, não entendo esse eterno retorno em busca, talvez, de diferenças marcantes. Não aprovo muito do que Lula fez e faz. Mas FHC fez votarem a reeleição em dois dias, quando qualquer coisa mais relevante ao país leva meses, senão anos, pra ser votada. Para alguns, pelo visto, isso foi muito diferente de mensalão. Pra mim, não.
Em SP, o comprometimento de Serra com o eleitor foi abandonar a cidade e deixar de herança a bomba do Kassab, em nome da escalada do poder. Era óbvio, mas a culta classe média, que mal ganha 15 contos por mês e adora pensar que é elite (elite é o Eike Batista, porra) não reparou.

Cá entre nós, não sei porque SP achou que um 'culto' anestesista seria mais útil que um torneiro mecânico como administrador, mas não é de todo errado prestar mais atenção nos resultados concretos do que nesse papinho pseudo-objetivista das tais 'bandeiras'. Escolher entre um fanfarrão do pré-sal e um arrogante da super-elite não é escolha, é sofisma. Tanto faz o fantoche, eu preferia mesmo era escolher o ministro da fazenda.

Não é uma crítica aos partidos: eles fazem o que a demanda exige, o que seu público pede. Criticá-los seria tão sensato quando reclamar que o McDonalds vende gordura pros obesos (se eles gostassem de alface, McSalad seria o nº 1). Há tempos institucionalizou-se a política como um jogo onde a regra oficial é a corrupção - que aliás está infiltrada em cada nível da infraestrutura nacional desde antes da Ditadura, senão antes.
Papas já eram colocados no poder por famílias ricas como braços de seus interesses, não? A política não mudou: a diferença é que trocaram Bórgias por bancos, multinacionais ou um bando de macunaímas em busca de esmola. Todos defendendo o seu. Nunca uma nação.
Não há virgem nessa zona. De nada valeria, portanto, fixar-se no efeito sem ressaltar a vocação do eleitorado.

Sejamos francos: estamos, todos ou a maioria, preocupados apenas com o próprio rabo.
Quem não recebe bolsa-família quer mais é que se exploda, quer altos lucros e pouco investimento; prefere mexer em CLT e sucatear mão-de-obra do que lutar por imposto baixo e incentivos (esses sim, empecilhos diretos ao crescimento). Não importa que funcionário custe o dobro mas retorne o quíntuplo, o negócio é enxugar - muito bônus, pouco ônus e tudo no ânus (dos outros, claro).
Quem recebe, quando tem QI pra achar algo mais que o penta-hexa do Framengo ou Ronaldo no Curíncha, acha ótimo leiloar o país a troco de esmola porque... afinal, resorveu meu pobrema, foda-se. Quer mais é tirar tudo o que puder do Governo, do vizinho menos pobre e do patrão, a quem inveja com mais força do que trabalha, como se tivesse a obrigação de indenizá-lo (pelo quê, ninguém diz), mimá-lo e sustentá-lo, baseado no vitimismo e na lei do mínimo esforço.
E assim ficam todos os braços-curtos sem visão de longo prazo, com esse velho papinho típico de país escravocrata, Coringão versus Parmera, calcado num conflito de classes claramente interdependentes. E enquanto patronato e proletário, a classe produtiva, brigam ao invés de cuidarem de interesses comuns, os especuladores e oportunistas, independente de partido, delapidam a nação.

Então... por que perder tempo com esse assunto, senão por desabafo?
Com esse eleitorado, é murro em ponta de faca.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

...E por falar em coerência...

Uns poucos observadores perguntaram porque diabos esse blog ganhou um cabeçalho animado de "ano 2" (acima - dãaaa...) só agora que já tá quase chegando o ano 3. Ora... o Prefeito só entrega uniforme e material escolar em setembro e ninguém reclama... e eu? Não posso atrasar?

Além do mais, a julgar pelo número de comentários nas postagens, sei lá se vou chegar ao ano que vem...
Mas uma coisa é certa: o cabeçalho de ano 3 logo virá (no mais tardar, no ano 4).

Endjói!

Um par de palavras sobre a prostituição

"...e a fulana, gostosa e novinha, está com aquele velho milionário. Que vacona!"
Dito popular


Você já ouviu essa?

Tá. E qual a novidade?
Por que tanta polêmica quanto às putas?
Em que se baseia o julgamento social?
Já parei pra pensar porque esse bordão é tão frequente na boca do povo, e tudo o que vi é que a força do hábito é maior que a de raciocinar. Não sei em qual mundo essas pessoas vivem mas, onde vivo, a regra forçosamente tem sido esta:


Quem quer, com quem tem.
Quem tem, com quem quer ter.


Não existe relação sem interesse. Tudo e todos têm suas condições (ou preços). A questão é se o interesse é justificado pela contrapartida (uma troca equilibrada, via de mão dupla) ou se é fraudulento, se está em pratos limpos ou é baseado em dissimulação.

Qual é a medida de valorização?
Pra mim, é aquela pautada pela necessidade, subordinada ao que posso conseguir, aos meus princípios e à força de vontade para mantê-los.
É como comer: se tenho quem cozinhe em casa, ótimo; senão, vou ao restaurante.
Não me olhe assim! Quando você quer tratar seus dentes, procura um dentista ou um açougueiro? Então, na hora do churrasco, não vejo porque a situação não se inverteria. Só sei que, no deserto, um copo d'água vale mais que um Playstation.
Quanto custa o que você quer?

SEXO, NÃO
"por que é ilegal vender algo que legalmente pode ser dado de graça?"
George Carlin

Isto não é uma apologia à prostituição. Pelo contrário, acho que dão cartaz demais para as Brunas Surfistinhas do mundo - o que é sintomático, afinal nenhuma profissão é tão idealizada quanto essa.
Mas alguma coerência se faz necessária na hora de discursar como uma senhora de ilibada conduta.

O machismo da nossa cultura pressupõe que vender seu cérebro seja mais nobre que alugar sua vagina, sem justificar bem porquê. E o engraçado que esse machismo parte principalmente das mulheres. Esse ranço hipócrita não passa de julgamento moral baseado em valores religiosos - dos quais não comungo no momento. Cá entre nós, penso que superestimam a pureza virginal num mundo sem Marias (e ignoram que não há oferta sem demanda). Porque os genitais hábeis de uma meretriz são mais execráveis que as mãos treinadas de um massagista ou os joelhos de um jogador, não está claro. Mas, num mundo capitalista, não se pode simplesmente qualificar o interesse no dinheiro como "mais repudiável" do que o desejo por genes bons para seus filhos, por amor para suas carências, um bom papo para entretê-las ou por bípeps malhados e um corpão que as faça gozar. Com ou sem nobreza, interesse É interesse do mesmo jeito e cada uma sabe o quanto está disposta a fazer para alcançá-lo. Sendo assim, uma dona-de-casa que não larga o marido só pra não perder a pensão é tão ou mais puta do que as da calçada.

Em geral (maus profissionais existem em todos os ramos), uma puta dá exatamente o que oferece, uma vez aceito seu preço - e só para aqueles que procuram seus serviços. Não promete milagres, lealdade ou amor. Fulano quer gozar, ela quer dinheiro. Feito o trato, ele faz o que quiser (ou conseguir) durante o prazo acertado. Acabou, pagou, contrato cumprido. Quer maior respeito à lei de mercado que isso?

Lezar o outro é roubar, é enganar, é deslealdade - pra mim, um dos maiores crimes - quebrar contrato, comer e não pagar, receber sem dar, combinar uma coisa e fazer outra.
Respeitando o limite de todo clichê, é grande a chance de que o velhão milionário da frase seja 50 vezes mais sujo e torpe do que cada puta que passou por suas mãos. Ao menos elas dão pelo que cobram, diferente de uma certa classe de crápulas que delapidam fornecedores, funcionários, clientes e o país. Desses que pedem concordata, abrem falência, dão uma de inadimplentes e só pagam em juízo (SE pagarem). Tais sociopatas, pessoalmente, não quebram nunca, posto que são garantidos pela Lei do Egoísmo extremo.

No mundo onde vivo, um médico só salva sua vida se você pagar - a nobreza acaba no bolso. Então... se você vai pagar em cash ou vai partir pro escambo, em espécie, isso não desqualifica a negociação. Seja amizade pela amizade, amor por companhia ou sexo por dinheiro. Alugando sorrisos, sentimento, conhecimento ou partes do corpo, você está no mercado.
Em maior escala, muitos de nós nos prostituimos em nossos empreguinhos, fazendo diariamente o que não queremos por... quanto? Três mil? Cinco mil reá ao mês? E olhe lá!
Talvez isso explique a inveja que recai sobre as putas, como se o clichê de que ganham muito pra fazer o que todos fariam de graça fosse real, como se fosse sempre gostoso, como se fosse puro glamour e carro novo na garagem. Não é, como não é pra um dentista lidar com a boca de um porco bafudo, ou para o suporte técnico atender analfabetos digitais e suas perguntas cretinas. Só o que vejo são jornalistas escrevendo o que não acreditam, advogados defendendo criminosos, jogadores beijando camisas onde ontem cuspiram e comediantes tristes tendo de fazer rir no dia da morte da mãe. Todos com seu preço pra roer seus ossos.

***

Qual é o seu preço? A 'mina' tem de ter bunda grande? O homem tem de te dar segurança? Pagar o motel?
Se o que digo te parece cruel, responda:
Você dá pra mendigo? Mongolóide?


Ilusão é achar que seu interesse é mais justo que o dos outros. Somos todos putos no tabuleiro do mundo. A diferença é que alguns fogem da conta.


E mais não digo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Download de músicas X desproporção de mercado

Pirataria. Taí um assunto legal. Pintou outro dia num forum do qual participo e achei interessante o rumo que tomou. Eis a minha opinião (que ninguém perguntou).

Dizem que a 'pirataria', termo abrangente demais para situações bem distintas, desestimula a indústria nacional.
Olha... não sei vocês, mas eu não vejo porque ter dó de empresa alguma. Primeiro, porque é impessoal. Segundo, ninguém nunca teve dó dos meus negócios (e não reclamo); nem clientes nem o Imposto de Renda, nem as Leis de Incentivo ao Microempresário que nunca chegaram. Dó não cabe onde vale a máxima de "quem não pode não se estabelece". Se é assim com as empresas que geram emprego no meu país, que dirá com aquelas que repassam os lucros para fora.
Pois... cá entre nós... quero mais é que a indústria nacional(multi?) se exploda por achar decente cobrar 1/5 de salário mínimo numa porra dum disco de plástico perecível (ao contrário do alegado). Esse grau de ganância desestimula é o meu país - a única corporação que de fato me interessa - como o fazem também outras empresas, que acham coerente indexar preços de produtos nacionais em dólar.
E mais: no meu entender, isso estimula a pirataria ao invés de coibir. Não interessa que música seja item supérfluo e não de primeira necessidade, baseado naquele papo de "quem não pode, não compre"; não se justifica e o impacto de seguir essa linha de raciocínio seria comprovadamente pior, pela redução da abrangência e exposição do artista. Por isso - tcharaaam! - as gravadoras não vão pra cima pra valer. São tudo, menos burras.

Dizem que o Brasil é um dos países onde rola mais pirataria. Sem dúvida há muito malandro que pode pagar fácil, mas pirateia até CD do Tchan. É a tal Lei de Gerson e não vou me estender sobre esse tipo de parasita, que vê grandes lucros em piratear um CD de 5 Reais com uma mídia de 2,50.
Mas, pensa comigo... quantos % do orçamento de um norte-americano e quantos de um brasileiro um DVD compromete?
Se um DVD custasse US$ 300 (1/5 do salário mínimo de US$ 1.500), será que um americano médio não piratearia? Fica a pergunta.
Numa situação ideal, equiparar preços (numas, porque aqui não raro são mais caros) só se justificaria de fato se houvesse equiparação de poder de compra (claro que em economia não é bem assim, o processo é mais complexo e amoral - uma dada fruta não é mais cara em Portugal apenas porque é cotada em Euros e sim pela facilidade de aquisição, por ex). Mas não dá pra meramente converter o câmbio e dane-se. Usa-se a desculpa de concorrência internacional - como a Petrobras, empresa estatal que explora NOSSO território e extrai NOSSO Petróleo, mas cobra-nos o combustível pela faixa internacional, quase como se estivéssemos importando. É claro que não justifica, tanto que alguns países têm o bom senso de cobrar mais barato de seus cidadãos pelos produtos internos. Além do mais... a Zona Franca exporta Ivetes Sangalos pra quantos países?
Cúti de bulchiti, maifrém.

No caso das gravadoras, estava claro que isso incentivaria o mercado negro tão logo houvesse chance (e, veja só, apesar disso ninguém fechou com o preju, apenas diminuiu a margem - absurda - de lucro). A Internet, e de modo mais amplo a informática, foi um dos meios encontrados para uma demanda latente.

***

Download grátis de mídia VERSUS compra de camelôs

A reação patética das gravadoras, de oprimir um ou outro consumidor como forma de 'exemplo' (método que não funciona nem com bandidos), beirou o ridículo quando chegou ao ponto de botar "seus" artistas para falar. Ora, o artista ganha o grosso de seu dinheiro com shows; o CD funciona principalmente como divulgação. Aquele que tiver a maior participação nas vendas de disco no Brasil mal deve passar de 8%, 10% - e estou falando de um Roberto Carlos, por exemplo.

Eu quero incentivar meu artista preferido a continuar produzindo, não o intermediário. Quero pagar diretamente pra ele, quando gosto. E há como: tanto é que o RadioHead, só pra citar um exemplo, lançou num site um pacote independente de músicas onde você pagava o quanto quisesse - e encheu o rabo de grana. No Brasil, Nasi e Lobão vão muito bem, obrigado.
Portanto, sem esse papo de "se fosse aqui, não iam levar doirreá" - a gringaiada pagava em centavos e mesmo assim funcionou - porque de fato é exatamente isso o que os artistas ganham por música. A diferença é que a maior parte do dinheiro foi pra eles.
Ou seja: foi-se o tempo onde, para conhecer um artista, você teria de arriscar-se comprando um CD onde, em geral, viria a gostar de uma ou outra música. Ou pior, teria de conhecer apenas via Rádio ou Faustão (o Chacrinha do Apocalipse), num sistema de mídia onde só toca aquilo que os cartéis decidem. Traduzindo, o que as gravadoras querem é manter um sistema ridículo onde a mocinha da amostra grátis, no supermercado, cobra pelo cafezinho provado. Só não entenderam o recado: não precisamos mais delas. Nem nós, nem os artistas.

Para mim, o que há é uma mudança de paradigma na forma como se consome entretenimento audiovisual e, como sempre, as corporações são as últimas a se adaptar.
Nesse sentido, o que chamam pirataria eu vejo como novo fluxo.

O ridículo, creio, é comprar CD pirata que vai financiar arma pro tráfico, mas aí já é outra história.

Pode ter certeza: se você assiste um ou outro filminho no computador mas vai no cinema se gostou, ou se você escuta uma ou outra musiquinha na internet mas vai no show do seu artista, não só está incentivando que mais daquilo que você gosta continue sendo produzido, como evita que gravadoras decidam o que você deve ouvir.


P.S.: que ninguém venha dizer que esse post é uma apologia à pirataria - até porque os Selos já fazem isso muito bem sem mim.

Complexo de Hermitão

Vocês por acaso sentem-se (ou já sentiram-se) cansados de gente?

Olha, eu sei que soa antipático pra chuchu dizer isso justamente num blog onde os chegados leem, mas... por favor, não entendam mal. É que ando um tanto de facová cheio dessa coisa de 'jogo social': apresentação/forma-se um grupo/grupo cresce/membros brigam/sub-grupos separam/sobram um ou outro no final.
As intrigas, as fofocas, as redundâncias humanas, a falta de honestidade consigo próprio, que faz com que peneiras intermináveis fiquem cortando um e rompendo com outro sem saber bem o motivo. Até de polêmica ando correndo, coisa que eu achava totalmente fora da minha natureza. Baita sensação de Dejavu.
Não consigo mais ver meus velhos grupos como se a eles pertencesse, e ao ver novos com as mesmas sementes de sempre, o cheiro de desarmonia iminente me coloca pra correr. Algumas palavras perdem cada vez mais peso na boca dos outros, e crescem em valor lá dentro da alma, como o daquelas pessoas de olhar franco pra dentro do seu; como "Amizade", essa palavrinha prostituida por demais. "Amor", então... ô palavra mais Bruna Surfistinha, meu Deus.
Troca de quantidade por qualidade? Sei não.
Dá vontade de ficar quietinho, no canto, uma cerveja na mão e não mais que um sorriso. De lábios selados.

Vocês já tiveram isso e passou ou esse troço é permanente? [:o]

sábado, 14 de novembro de 2009

De quando 'Laico' não era o marido da Laika nº 1

Olá, minha ansiosa multidão de leitores. Ciente de que milhões de olhinhos ávidos aguardavam mais uma postagem eletrizante, retornei para acompanhá-los na arte da regurgitação verborrágica.

Você tem pensado nas Eleições presidenciais de 2010, amiguinho?
É, eu também não. Mas, entre uma e outra questão relevante (tal como a loira safadenha da Uniban ou apito-amigo do Palmeiras contra o Sport), deixei de lado a visita do Shimon Perez do Tchan e o blecaute (fruto de uma "tempestade" - segundo o Governo - que fez chover indignação até no INPE), para pensar um pouquinho no assunto. Bem pouquinho, porque a volta do IPI não me deixou pensar em mais nada que não fosse em aumento salarial.
Nos próximos posts, pretendo observar mais sobre as eleições presidenciais, do jeito pretensioso e não necessariamente profundo de sempre. A intenção é é dar aquela zapeada no panorama político, encontrar minhas próprias contradições e preconceitos e, se pá, até tirar uma onda com algo que porventura chame atenção.

Continuando o raciocínio mui objetivo, nem um pouco disperso e nada prolixo, aproveitei algumas horinhas semanais para pesquisar alternativas ao trio Dilma Russef, José Meérra e Aécio Never. Preciso dizer por quê?
Se preciso... gueráuti ofi mai brógui, mara faquer!

  • Foi-se o tempo onde eu tinha bolsa escrotal para aqueles eternos papos entre apaixonados e preconceituosos que jamais revisarão uma linha sequer de seus discursos herdados. Esquerda e direita, locupletem-se a si mesmos e vice-versa e deixem meu bloguinho (et saquinho) em paz, plís. Aos insistentes, basta saber que estou inerentemente fora da bi-polaridade política do cenário atual.
    Ou, em bom português, enfiem o PT no rabo do PSDB e sentem em cima.

Bom, fui lá eu, cansado do Vampiro Brasileiro paulista (que a crasse mérdia ainda tem coragem de defender depois da pior administração PSDBista de todos os tempos - o que eu achava que fosse pleonasmo) e com experiência mínima suficiente para evitar engodos como o Aecião, tirei a Dilmona sem-sal do caminho, deixei para trás esse trajeto de piadas de mau gosto e fui ver o que restava. Cheguei a tropeçar num Ciro, mas consegui desviar em tempo e não sujei a sola do Naiquiér. Foi aí que achei, numa manjedoura humilde pero numismática, a Marina Silva.

Estava ali. Observei de longe, perto das ovelhas e vaquinhas (mais das vaquinhas, que são mais minha praia). Aproximei-me, ajoelhei pra ver de perto. Algumas semanas pesquisando, pra separar direito a mirra do incenso. Sabe como é: notícias são como a semente de mostarda - bem plantadas, rendem frutos aos detratores, digo, agricultores.
Estava ali. Uma série de pequenos milagres messiânicos diante de mim. Quase um Al Gore de saias, ornada de mata nativa, créditos de carbono, selo do Ibama e pinta de Obama. Séria, centrada, truta de velhos senhores que admirei... uma benção.

Até lembrar-me de que o Estado é laico, graças a Deus.

Não pude ignorar. Ministra engajada, um dos raros acertos de Lula no quesito nomeações, de histórico sólido e mito forte, ex-seringueira, origem humilde, lutadora, culta e o melhor de tudo, Mulher. Lutou contra os coronelistas e empresários financiadores do padrão e fez o Ministério do Meio-Ambiente servir pra alguma coisa pela primeira vez. Articulada e premiada (não meras homenagens, como as pro chefe - premiada de fato), circula entre os meios intelectuais e intelectualoides - e até entre os lobos - com boa fluidez, a ponto do Gabeirão assinar embaixo (mesmo sendo um maconheirão de visão diametralmente oposta a uma combatente da discriminalização das drogas). O Suplicy é fã (não sei se isso é agravante hehehe), até os bons gringos pagam um pau pra bichinha.
Tentador ou não é? É, mas como eu disse, não pude ignorar... o contraponto.


Dona Marina, aparentemente, é uma árdua defensora da expansão do evangelismo político (ao menos enquanto as reclamações não providenciam uma rápida 'flexibilização' do discurso - e olhaí a tucanagem).
Dona Marina, que Deus a conserve, também vê com bons olhos o ensino de criacionismo nas escolas.
  • Eu espero, de verdade, que o leitor saiba o que é isso e me poupe de explicar. Se não souber, gastemos tempo procurando no Gôgou ou economizemos dizendo que, basicamente, é uma punheta mental do crente xiita que, sem convicção de sua fé, usa de pseudociência pra justificar ideias imbecis (imbecis, sim - você pode acreditar em Deus, problema seu, mas se quer acreditar literalmente num Gênese de seis dias com cobras falantes você errou de site, de século, seu lugar não é nesse blog e muito menos na política. Nesse caso, recomendo clicar imediatamente aqui).

Bum! Dona Marina não esperava que a associação de sua imagem com tais ideias repercutisse tão mal. Ciente da tremenda Kaghanda, digo, Cagada que deixou escapar, tal e qual um peidinho fortuito numa palestra sobre efeito estufa, remendou:

FOLHA (set/2009) - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Darwin ao criacionismo. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?

MARINA SILVA - "Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. (...). Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução em pé de igualdade, não vejo problema. A partir daí, começaram a dizer que eu defendia. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista"
Ah sim, ófi córse. Traduzindo: "sim, equiparei".
Quem já lê este blogue pode intuir que isso iria chamar minha atenção de algum modo. Preciso pesquisar um pouquinho mais, pra não ser tão leviano (um pouquinho, eu posso e devo!).
Enquanto isso vocês podem ir dizendo o que pensam do assunto. Que tal?


Volte em breve e me dê IBOPE mesmo com esse assunto mala, que o titio Denuxo anda carente!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma (nova) rasteira da informática

Quase um mês sem postar, perdido em desafios tecnológicos.
Essas semanas de trabalho intenso levaram-me ao velho pensamento (hoje, clichê - como tudo nessa Era, que envelhece em poucos meses): a informática veio para facilitar a vida. Só não escolheu ainda a de quem.
Não me entenda mal. Adoro um gadget novo, não sinto saudade do arado e acho ótimo poder falar com gente a 12 mil quilômetros de mim como se estivesse ao meu lado. Vivo de informática, essa ferramenta que muitas vezes foi uma mão na roda (ou cursor?) pra minha criatividade.
Mas... não te parece estranho que, cada dia mais, somos nós que temos de nos adaptar às ferramentas, e não o contrário?

Na faculdade, me lembro bem, havia uma tal de ergonomia, o estudo da perfeição com que um dado objeto se ajusta ao usuário. Taí, seja lá o que aconteceu a ela, sinto por ter sido esquecida nessa equação invertida do novo milênio.
Me pergunto se falta muito pro dia em que as pessoas terão de fazer pós-graduação pra mexer numa calculadora. Deve ser divertido pros desenvolvedores (aqueles nerds vingativos) mudar de lugar os comandos e inventar novas modas, cheias de salamaleques, para fazer algo que você, em sua modéstia pragmática, gostaria que fosse feito ao simples toque de um botão.
Não era esse o sonho, afinal? Esses moleques com sobrepeso do passado, ávidos espectadores de Jornada nas Estrelas, não desejavam também aquelas quinquilharias exóticas, cheias de blips, blaps e nenhuma complicação?

Na informática de hoje, basicamente queremos uma pizza, mas teremos de nos adaptar ao fato de ser feita com areia porque o desenvolvedor achou que não-perecível é mais viável.
E a alternativa é comer o pastel de cimento do concorrente.

***

Não sei vocês, mas não quero ter de pensar (ou pior, fazer malabarismos) pra convencer a chave-de-fenda a fechar o parafuso. Quero apertá-lo e pronto. Não sou micreiro, sou um usuário comum.
Será pedir muito aos especialistas, tão encantados com suas complexas caixinha mágicas de L.E.R. e desgosto?

Na boa: se eu perder mais um centavo (ou minuto) com computadores, volto à caneta.
(E à fila do seguro-desemprego, claro!)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Toda desgraça, pra trouxa, é pouca

Às vezes eu chego a pensar que estou cercado de bundas-moles. Bunda mole mesmo, daquela que não encara nada mais firme que sorrisos gelatinosos.
Mas aí eu percebo que o problema é meu mesmo. Meu e de minhas ilusões.
Sempre senti, desde pivete, que um relacionamento ideal e franco envolvia despir-se dos joguinhos e estratagemas sociais. Por que? Porque é cansativo, oras. Uma perda de tempo. Não tenho fôlego pra cortar todas as toras que a fogueira das vaidades demanda - achei que tinha, mas não tenho. É fogo rápido, consome tudo, não aguento o tranco.
Por mim, tirando aquelas situações sem escapatória (e mesmo isso é relativo), onde você tem de sorrir amarelo enquanto te enrabam porque disso depende sua sobrevivência, o resto é sentir, pensar, ponderar e dizer.
Pois não é que, pela milionésima vez, eu desobedeci a regra máxima da vida coletiva?
O negócio é calar mesmo. Como todos os outros, aqueles, os ditos bunda-moles, na verdade muito espertos. Eles vieram, disseram, replicaram e treplicaram - mas só na surdina. Na frente, ah, na frente... é boquinha de siri. Entrar por um ouvido sem jamais sair pelo outro (e nem pela boca). É isso: o trouxa aqui não entende que ser aquele que vai e diz de frente o que todos estão dizendo por trás é serviço sujo a ser evitado.
Eu agradeço pela lição. Não posso dizer que seja um aprendizado, porque não é - o burro aqui demora pra entender, e demorar é pecado capital nessa época. Mas vocês estão certos. Certíssimos.
O negócio é falar, falar... e negar quando confrontado. Guardar aquele "eu? Maginaa" na manga, pronto pro saque, e deixar algum trouxa (que, em geral, tem blogue e se arrepende de dizer coisas) diga por você. Deixe que ele defenda seus interesses por tabela, e então se queime e se desgaste.
É pra isso que os ponta-de-lança foram feitos: pra quebrar no couro. Deus, em Seu tabuleiro, precisa de um tantão de idiotas pra armar a greve e ser demitidos enquanto você espera seu aumento em casa. É exatamente isso que esse povinho patético precisa: de porrada na orêia pra ver se aprende que, ao invés de chorar as pitangas em momentos tardios de auto-piedade, deveria é ter o mesmo senso de autopreservação que os espertos esbanjam.
Com sorrisos gelatinosos.

Recado às psicóticas

Se por carinho aceitas a ideia de adulação incondicional, tens assim minha frieza.

Se por falsidade entendes alguém às vezes respirar fundo e ponderar, para ver até que ponto vale dizer a quem não quer ouvir... prazer, sou falso.

Se por amizade entendes o ato de passar a mão na cabeça a todo momento e assinar embaixo de todas as tuas cagadas, não sou teu amigo.

Fosse eu teu amigo, diria-te: "Não! Não mistures teus fuxicos com meus alertas. Não presumas que ambas são urdidas na mesma fibra. Desta, não tens nenhuma".

Pago o preço pela língua, que deveria calar como a dos teus amiguinhos (apenas diante de ti).
Mereço todo o estorvo que a mim dedicas, pelas vozes de todos os poupados que te não disseram.
Pago pela franqueza de responder quando perguntado, e de investigar quando encucado.
Valia, sim, a paz de não ouvi-la, em nome de, num segundo perdido, pensar em mim mesmo como pouco honesto.
Tua inversão tem valor a ti, que te furtas de teus crimes, e aos que te escutam (ou assim, crês). Eu te ouvi, e não gostei.
Pago todos os preços, menos o de me perder entre teus joguinhos espúrios.
Segue e esquece, porque o que agora escutas é apenas o eco de teus dizeres.

Ou, em bom português: me erra, porra.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Olipíadas do Rio - parte 1

Voltando de férias com esse assunto mavioso que de forma alguma encherá nosso saco pelos próximos 7 anos!
Aproveito para lançar o concurso..
Jogos do RJ - como será?

Envie suas sugestões! As melhores serão publicadas aqui em UADERRÉL e enviadas ao C.O.B. (Cariocada Organizadora da Balbúrdia).
Os quesitos são:
a) Abertura dos Jogos
b) Modalidades

Participem-pem-pem!

__________________

Começo deixando a minha sugestão para a Abertura:
Pira Olímpica - Lula bêbado num balde de pré-sal, aceso com um tiro de bazuca vindo da Rocinha.

Desfile dos Atletas - Delegações uniformizadas, encabeçadas por uma porta-bandeira com o estandarte do país e separadas umas das outras pela ala das baianas. Bateria encabeçada por Pelé, de mestre-sala.

sábado, 5 de setembro de 2009

Férias!

Fáinali!
O quê? Eu mereço, porra. Adoro o que faço, amo meu trabalho, mas vagabundar tem um certo séquizapiu que não posso negar. "Vagabundar", numas, que não consigo ficar parado. Vou começar um montão de coisas que deixarei incompletas!
Férias é aquela coisa estranha, como a vida: você leva tempo pra se ligar e se acostumar, e quando finalmente tá pegando o jeito, ela acaba. Na hora de aproveitar pra valer, você tem de abrir mão.
Férias é coerente com um mundo onde você passa a broxar justamente quando tem o quinourráu pra trepar.
Férias é mesmo tão estranha que você fica na dúvida se ela é ou elas são, até que elas passam ou acaba.
Férias, amiguinhos, é basicamente tempo ocioso e mal aproveitado com sofismas sobre as férias.
Ou não.
Então deixo aí pra vocês, meus milhares de leitores apreensivos com meu sumiço, dois súperes posts supímpares, que eu tenho mais o que fazer.

Abraço e não chorem (de rir), pois eu volto!

Democracia, aqui me tens de regresso

E, suplicando, lhe peço... que não seja um Demônio com crasse. Porque tem horas onde é mais fácil caçar um novo sentido do que aceitar que não temos o que apregoamos. Mas, antes, pra poder reclamar com a devida pompa, é preciso relembrar uns poréns.
Democracia e liberdade de expressão não são a mesma coisa. Nunca foram nem mesmo intimamente ligadas, senão numa relação distante e condicional como ter pés e fazer cooper - uma coisa não necessariamente leva à outra.

Liberdade de expressão é você poder dizer o que quiser.

Democracia é você poder dizer o que quiser e ser ouvido.

A democracia moderna é como um cão mal-criado: você diz "sit" e ele sai andando. Você continua livre pra dizer "sit" quantas vezes quiser, e ele, pra cagar e andar. E ainda há risco de represálias.
A democracia - chame-lo-emo-la "de buteco" - tolera a Liberdade de Expressão enquanto não fizer diferença. Permite que eu fale a você um óbvio qualquer, como, por exemplo, que o Sarney é um coroné mafioso maldito, desde que não chegue aos ouvidos dele (torçamos para que este blogue continue uma porcaria e não faça sucesso!). Eu não tenho provas, então é calúnia, é difamação, é coisa feia de meudeus.
Porra, óbvio que eu não tenho provas! Eu sou promotor? Investigador? Tenho acesso a dossiês e assino quebras de sigilo bancário? Se até eu tivesse, ele não chegaria onde chegou!
Isso não significa que eu não possa concluir, pela lógica dos eventos, pela poeira levantada, pelos apontamentos e discursos, certo?

"Certo, mas conclua quieto".

Taí nossa liberdade de expressão. "De que o mel é doce é coisa que eu me nego a afirmar, mas que parece doce eu afirmo plenamente."
Então beleza, eu não posso chamá-lo de filho da puta porque não fotografei sua progenitora em folagrante de coito indevido. Você não pode reclamar de seu emprego porque será demitido. Você não pode dizer nada polêmico que não possa bancar com evidências, nem mesmo numa conversa informal (experimente). Chamam isso de assumir as consequências, mas então... que liberdade é essa, tão cheia de condições? Falar às escuras, já faziam nos calabouços e porões.
Que diferença há entre eu não poder dizer algo pra não tomar um processo e eu não poder dizer algo senão um ditador me caça? A intensidade do preju?
E em 68 morreram por isso, veja só!

Não defendo a falastragem irrestrita e irresponsável, mas não sou eu quem diz que vive num país livre e democrático. Só fico estressado mesmo quando reclamam por eu rir disso.
Quem não pode e diz que pode me diz que não posso dizer.
Olha só que confusão! E é isso mesmo o que esse sisteminha propicia: perda de tempo tagarelando e desabafando pra não explodir em revolução, enquanto tudo segue seu curso.
Já faziam bigodes nos pôsteres de Stanculescu, e ainda assim ele tiranizou a Romênia por mais uns cinco ou dez anos. Caiu porque um culhão maior o derrubou, aproveitando o ensejo da massa em fúria (o único poder da vantagem numérica). A palhaçada do mundo livre está nessa singela confusão, que permite que o mundo todo desaprove um Bush e ele, gostemos ou não, invada um Iraque.

Falar, falamos todos. Só não achemos que isso é grande coisa, em si.
Expressão é esporte: do Dilúvio não escapa o justo e sim quem sabe nadar.

Uma palavrinha sobre os Bíblicos - parte1

Paz de Cristo, amiguinhos!
Não, eu não vou subir no livro pra falar. Só quero comentar uma belezura que chegou novamente aos meus ouvidos (como, provavelmente, vive a chegar nos vossos também).

Muita polêmica e rebosteio tem sido movido nesses tempos de chove-não-molha entre Rede Grobo e Igreja Universal do Dólar de Deus. Tanta, mas tanta, a ponto da crentaiada sentir-se obrigada a dizer algo, a levantar um álibi, a tirar da reta - movimento comum em tempos onde a pá do ventilador respinga por todos os lados.
Até aí, beleza. Bom pra estimular o debate. O problema é o discurso, tão incoerente quanto os daqueles que querem justificar sua fé dizendo que algo nela é científico.
A síndrome do "num fui eu" chegou com tudo entre os evangélicos. Ninguém matou Joana Darc, assim como ninguém votou no Collor. Alguns poucos com acesso à cultura vêm dizendo, a boca miúda - miudinha - que não aceitam a Universal, a Renascer, a Quadrangular, a Sextavada com hipotenuza convexa e correlatas. Não admitem, não toleram, têm nojinho da bandalheira. E mais: exigem que não se faça confusão entre esses e aqueles, pois generalizar é pecado.

Ótimo. Só tem um probleminha.
O coerente, então, seria que todas igrejas as ditas "sérias" não aceitassem essas outras até em suas Confederações e Uniões... mas, se os próprios não fazem distinção, não serão os leigos a fazê-la, certo?

É curioso. Se alguém usar indevidamente o logo de uma empresa, por exemplo, é processo na certa. Daí usam o nome do seu Jesus pra estelionato e os ditos 'bons' não se movem?
Bons em quê então, me conta? Em fazer passeata de mãos dadas com bandido? Em engordar a bancada de pastores no Congresso do meu Estadinho laico?
O máximo que vejo são alguns fiéis postando-se publicamente contra essa corja, nunca as instituições. E esses, contentam-se com uma postadinha de orkut, um comentarinho na fila do açougue. Cobrar postura dos pastores, nada.

Tsc tsc, ovelhinha!
Uma OAB não precisa exigir ser levada a sério, pois não aceita advogado sem diploma (ao menos não tão descaradamente). Estão cobrando o quê?
Sei bem que a liberdade de crença é o que regula a história (ou melhor, não regula nada) e 'ninguém pode proibir' (?) que templos do tipo existam. Mas daí a se juntar com os malandros por uma conveniência qualquer que justifique a vista grossa... vai longe.
As maiores interessadas nessa separação seriam justamente elas, não? Os caras estão queimando o filme de todos e ainda por cima cagando no nome do seu deus.
Quem deveria combater os falsos profetas?
Ou cabe ao coitadão que cai lá na boca do lobo, em desespero de causa, diferenciar "a boa da má palavra"?
Só faltava essa... o puto, fudido e lascado ainda ser culpado por lhe passarem a perna. Muito cristão de vossa parte.
Não vou nem comentar que pedir (ou aceitar) mais que 10% da grana de qualquer um é usura segundo seu próprio Livro (dízimo=10). Então não basta não tirar encoxto, não curar AIDS com reza e não dar cambalhota no templo com pomba-gira. Segundo dizem, se Cristo gostasse de grana, tinha nascido em Roma, não em Nazaré.

Pessoalmente, creio que coerência não seja algo que se cobre de qualquer religião de massa mas, até aí, foda-se minha opinião. Só não dá pra pagar de bom-moço, de isentos, enquanto deixam esse tipo de coisa acontecer. Então perdoe-me, crentaiada séria desse mundão de meu Deus, mas nesse papinho eu não caio, não. Mexam-se.

Os hipócritas, falta-lhes o culhão que seu mestre teve em expulsar os mercadores do templo. Mero repudiozinho de buteco, papai-do-céu castiga.


Amém?
Amém!


*(até aqui não se discutiu religião em si, então não venham com papinho de "respeito à crença blablabla e tal").

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não.

Não. Os ETs não virão nos salvar, nem ensinar que estamos errados e devemos cuidar do planeta.
Nem um Messias - escolha um nome, a granel - virá para limpar suas cagadas.
Nenhum grande líder se erguerá, senão para estar acima dos demais.
Muito menos algum sábio dirá aquilo que já sabemos, como se preciso fosse.
Não nos uniremos finalmente em paz e liberdade. Não sabemos o que ambas são.
Não agiremos no último minuto. E não adiantaria, porque já deixamos pra última hora.
Não queremos reconstrução - a humanidade deseja uma data onde tudo termine.
Enquanto não chega, prorrogamos, abraçados a um novo calendário de algum povo extinto que, como nós, não preparou sementes.

Não. Estamos por si.
Estás por ti.
Estou por mim.


Mas nunca estamos por nós. Simplesmente não seria... o que somos.


A maravilha desse Éon é que todo mundo pode ser Nostradamus.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Caí duas vezes

Peguei um gripão lascado e caí de cama. Quase entrei na paranoia da gripe suína e caí na onda de achar que estava com isso. E ninguém aguenta mais esse assunto. Fui parar no hospital com febrão, tossão, dor nas juntas e mais alguma merda que eu não estava em condições de avaliar. Fiquei no Pronto-Atendimento das 4h da tarde até a meia-noite, o que dá um novo paladar a esse nome.
O que nos mostra que:

a) os fatos tornaram-se assuntos e, independentemente do curso de sua existência, tornam-se "cansáveis" como uma história repetida à exaustão, com prazo de validade baseado em seu Ibope e não em sua relevância. Acabe ou não, num dado ponto ninguém mais quer saber dele. A gripe A, como a AIDS, deixará milagrosamente de existir à medida em que sumir dos jornais.

b) Pude notar que a comunidade médica regozija-se em finalmente ter outra possibilidade de diagnóstico que não seja "virose". Agora seu bico-de-papagaio pode ser culpa do H1N1.

c) Os hospitais estão cheios, entre outros, de gente em busca de atestado médico. Nunca um atchim fez tanto pelo corpo-mole de alguns.

d) a única coisa relevante na Gripe A foi mostrar que, se um dia rolar algo realmente sério, como uma pandemia do capeta, o bicho vai pegar. Não há estrutura alguma - nem pra barrar doenças desse porte, nem para tratá-las em escala.

e) Ah você tem convênio caro? Má notícia: não adianta ter American Xpress no Xingu. Os hospitais particulares também estão cheios e estouraram suas cotas com uma doencinha com 0,5% de mortalidade. O lado bom é que você vai agonizar por horas numa sala de espera com piso de mármore.

f) Donald Rumsfeld, dono do Tamiflu (a 'vacina'), agradece pelos meses de paranoia. Se você não lembra quem ele é, tem mais é que ter medo de espirro mesmo.

g) Mais uma vez demonstro minha falta de empreendedorismo em não ter aberto uma vendinha de máscaras e álcool em gel. Droga.

domingo, 23 de agosto de 2009

KAGHANDA RESPONDE - Nº1

Anseios da Mulher Moderna - parte 1


Caro Kaghanda,

relacionamento vai, relacionamento vem, o mundo gira e eu nunca consigo pegar um Brad Pitt. O que faço?"
Balzaquian@ carente



Cara hermanita Balzaquiana,
Transfuêrme-ze en ESTA mujer" = >


Esta e outras palavras de Iluminação súperes supímpares você só encontra com o Divino e Amado Mestre Sri Swami
Kaghanda Yan Dandha


Dúvidas existenciais? Questões universais? Resultado do Enem?
Cobreiro, maloiado, tirícia e bucho virado?
Envie sua cartinha para o Kaghand@ Online!

Escreva djá!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Esta nação venera sociopatas - pte 1

Dê a mão e vão querer o braço;

Dê seu coração e vão querer casar;

Dê sua opinião e vão querer convencê-lo;


Dê uma olhada e vão querer seu dinheiro;

Dê um golpe em todos e vão querer um autógrafo.





Em terra de Sarneys, quem tem um olho, fecha-o.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

• :: EM PASSOS DE JÂNIO ::

Precisando de aventuras que a vida não comporta?
Vive a sofrer por um ligeiro e teimoso inconformismo adolescente, bem tardio?
Parabéns! Bem vindo ao clube dos idiotas.

Os hindus chamavam de Nirvana.
Os moderninhos chamam de "despertar da Matrix".

Eu chamo de cansaço.


E não importa.

sábado, 15 de agosto de 2009

Fumation or not fumation, détis de question

...O fato é que tá todo mundo de olho no cigarro.
Não sei porque tanto bafafá sobre a Lei anti-fumo em lugares públicos da trupe do humanista e filantropo José Serra.
Primeiro que esse tipo de lei no Brasil não significa muito nem sobrevive por longo tempo. Lembra da Lei seca? Poizintão! Poderíamos desfilar uma série de tópicos proibidos que ocorrem livremente (até porquê, ia faltar fiscal pra tudo isso).
Segundo que, reparando bem, a proposta não é tão ruim assim.

Acho que a lei é justa.

Talvez fosse ainda mais se liberassem aqueles donos de bares que quisessem ter só fumantes nos seus estabelecimentos, mas não teve jeito - local fechado onde serve comida não entra cigarro.
No começo fiquei bolado com essa lei, mas agora sosseguei.

Vejamos algumas vantagens para os fumantes:
quando você está num espaço onde fumar é restrito (casa de alérgico, consultório médico etc), tende a demorar mais pra fumar outro. E goró chama cigarro - todo fumante sabe que exagera quando tá num bar ou num lugar onde pode fumar à vontade (um maço que você consumiria o dia inteiro vai fácil-fácil numa noite). Assim, se tiver que levantar e sair, vai espaçar mais o tempo entre um e outro, vai avaliar se compensa fumar outro e não apenas acender por impulso. Como minha preguiça é quase tão grande quanto meu vício, já estou fumando menos (isso, claro, só é vantagem para quem tem essa intenção ou a de parar).

No bar, outro efeito interessante: os miguxos estão saindo conosco pra conversar lá fora enquanto fumamos, deixando na mesa apenas os malas mais preguiçosos que a gente. Isso nos leva à próxima vantagem.

Mais importante:
A questão do fumante atrapalhar a vida do não-fumante chega ao fim.

A lei faz mais do que apenas oficializar o que todo fumante educado (educado - 'consciente' não existe) e com algum semancol já tentava fazer; ela cria um efeito colateral interessante.
Com o appartheid, teoricamente, um não pode mais incomodar o outro, certo? É fumante de um lado e não-fumante do outro.
Pois agora os não-fumantes xiitas perderam seu argumento fundamental pra justificar a perseguição contra nós. Os malas terão de arranjar outro meio de nos atrapalhar (talvez entrando numa tabacaria pra reclamar - algo como um crente que vai catequizar no baile-funk).
Ou seja: daí pra frente, estaremos dentro da Lei e se continuarem a vir encher o saco, podemos mandá-los tomar no glorioso olho do cu com toda a propriedade!

***

Uma historinha*
Tive o prazer de passar por isso semanas atrás. Estava na calçada, ao lado de um cesto de lixo, quase na guia e sem atrapalhar a circulação. Um certo velho conhecido na região, caminhando até seu carrão a gasolina de alto consumo, resolveu passar grudado em mim (apesar da calçada, de uns 2,5 metros de largura, estar livre) e reclamar do meu cigarro na hora do rush.

"Um dia vão proibir de fumar na rua e aí eu quero ver!"

Baforei e fiquei quieto - ele provavelmente vai morrer bem antes desse dia chegar.
Fiquei curioso e pensativo quanto ao que leva as pessoas a definir prioridades sobre o que é nocivo num mundo de nocividades, quais escalas utilizam e que tipo de sortilégio faz com que aquele fulano que nunca ligou para cigarro de repente se invoque com o assunto. Já viu isso? Claro que já, tá lá no álbum de foto da família, 1975, a mulher com cara de massa de pão no quarto do hospital, o filho recém-nascido no colo, cercada daqueles parentes que vieram visitá-la, entre os quais aquela tia com o cigarrão aceso, fumando mais que puta presa. Isso: dentro do quarto da maternidade. Essa tia, se pudesse, cederia à sanha mortal de apagar o passado, tal e qual uma Xuxa a recolher VHS de Amor, Estranho Amor.
Pensei muito. Nisso e no quão é assustador notar que o puto do Brecht não morreu - o povo não deixa. Levaram professores, comunistas, operários. Hoje levaram os fumantes, mas quem não fuma não liga. E amanhã... não importa.

Uatéver. Pensa-se muita besteira quando fumamos.

Pois não foi sem algum prazer que sorri ao vê-lo, então, dar uns três passos e disparar a tossir com a fumaça que um veículo parado no trânsito vomitou na sua cara.
O mais interessante é que a uma lata velha sem manutenção é da empresa DESSE CARA, que é anti-tabagista convicto 'porque faz mal à saúde'.
Essa categoria vale um compêndio por si. Vocês sabem, é típico: aquele cara que te recrimina enquanto olha ávido pra sua tragada - daí ele respira fundo e na sequência discursa. Sua verve vem de ser ex-fumante, ou seja, de precisar caçar-nos pra se convencer a não ter recaída.
Caçar e sentar no rabo. Como quem faz cooper na hora do rush depois de 60 anos comendo torresmo. Ou como aquele pinguço mui ético, de discurso e fígado inflamado, que arrisca a vida dos outros no trânsito mas sempre fala do seu tabaquinho; nem aquele que 5 anos atrás não reclamava porque ainda não estava na moda caçar fumante, e por aí vai.
Pois graças a Deus e ao Serra, seu primeiro-ministro, tudo mudou. Só falta uma lei para que os proprietários de veículo poluente só possam ligá-los em garagem fechada. Mas, um passo por vez. O que importa é que como eles há muitos e, finalmente, caladinhos: cigarro agora é problema só nosso.

Quem diria, liberdade na limitação! Fumemos um Marlborão pra comemorar!

Portanto regozijem-se, fumantes: esse tipo de hipócrita que vocês bem conhecem também foi limitado pela situação. Imaginem sua tristeza sem um fumante por perto, sem o prazer de anti-tabagizar na nossa orelha; terão de abandonar o discurso furado 'daquele que só pensa no bem-estar do coletivo' e assumir que cagam e andam pros outros quando se trata do que OS PRÓPRIOS fazem de errado.

Será um prazer não dividir a mesma mesa com eles!

* (Ligeiramente modificada para preservar o blogueiro)


Nota pessoal: Boa notícia! O médico me mandou diminuir o cigarro (o que é ótimo porque, se eu não fumar, o cigarro vai continuar do mesmo tamanho!).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

• Sociedade Viva Curintcha

Breinstórmi
Não sou dado a expor pessoalidades na web, mas creio que já sugeri isso nesse espaço amplamente visualizado por milhões de leitores
aróndi de uórdi. Então, é hora de assumir posturas.

***

Meu avô paterno fugiu com a minha avó para se casar (ele era filho do dono da fazenda onde ela era colona e por isso foi deserdado pelo 'culto' porém ignorante pai dele, meu bisavô). Meu véio era um tourão; só força física, mas tosco. Ficou cuidando da fazenda até os 18, antes de fugir com a minha avó, e mal estudou.
Teve 12 filhos, chegou a morar em igreja abandonada e cortiço. Calçava-se na noção de que, aos filhos, teto e comida garantida eram o que bastava da função de pai (diz a lenda que meu abastado bisavô era extremamente sovina e agressivo, mas não vem ao caso - ou vem?). Ou seja, cria que dava o que seu pai não deu.
Severíssimo, descia o braço nos filhos, chegando a cometer os mesmos erros paternos contra os quais blasfemou. Um dia achou que meu pai havia roubado uma gaiola de passarinho (havia ganhado do vizinho); o menino apanhou tanto, mas tanto, até mal conseguir levantar (mas teve de conseguir mesmo assim, pois era engraxate na época).

***

Há uma foto do meu pai, a única de sua infância, com uns 12 anos, descalço, shortinho surrado e camisetinha rasgada, jogando bola num terreno baldio da Petroquímica, no ABC Paulista. "Balé", assim apelidado pelos camaradas do futebol, era chamado para fazer gols e esquecido na hora do lanche. Pela janela, olhinhos vidrados na TV do bar (onde não podia entrar 'porque não consumia'), sonhava com a carreira de jogador e com o guaraná das mãos dos clientes. É, eu sou filho do Chaves brasileiro.
Esse homem abriu mão de muita, muita coisa. Estudou, ralou pra chuchu, dedicou 35 anos da sua vida ao trabalho, fazendo hora extra aos sábados (desde quando eu não entendia porque ele ficava com aqueles papéis ao invés de brincar comigo). Esse cara pagou o melhor colégio da região para que eu pudesse estudar em pé de igualdade. Chegou a dar 1/3 do seu salário investindo nos meus estudos. Queria que eu fosse arquiteto (ele trabalhava com engenharia civil), mas nunca negou dinheiro para materiais ou livros quando parti pra Comunicação e Artes (você tinha razão, velho!).
Ele só me dizia uma coisa: "você vai lá pra estudar, pra ter sua chance. Não se iluda com os colegas de escola, eles têm uma vida que jamais poderei te dar; vão falar de viajar pra Disney como quem fala em ir à padaria e terão coisas que não podemos comprar. Não se iluda, revolte ou inveje: aproveite a chance".

***

Esse cara, sem apoio, sem protecionismo de Estado, sem estrutura familiar, sem porra nenhuma, foi lá e fez. Era o 11º filho de uma mãe com 40 anos, mais uma boca para dar de comer, mais um pra trabalhar (e, se fosse pelo meu avô, eternamente na roça).
Mas ele teve interesse. Ralou pra burro enquanto os camaradas do bairro faziam filho atrás de filho (quando qualquer imbecil sabe que trepar faz nenê).
Arranjou finalmente um bom emprego (nem de perto o ideal, muito menos o mais digno para sua capacidade, mas agarrou-se à oportunidade). Casou-se e criou seus filhos com um carinho e dedicação ímpares. Pagou seus preços na vida (caros, muito caros). Aquele menino de origem humilde fez de tudo para nós e ainda se cobra de que foi pouco, chegando a chorar porque gostaria de dar uma casa para cada filho pra começarmos nossas vidas, pagar mais cursos etc.
Porra... Me deu tudo o que eu precisava e muito mais - o Balezinho engraxate, jornaleiro, ajudante de mecânico entregou-me tudo aquilo que não teve.

Se houvesse Enem no tempo dele, onde não estaria este grande cara?

***

Acredito em mérito - aquilo que você faz com o que tem. Comove-me quem não tem oportunidade. Revolta-me quem não tem chance de mostrar a que veio.
Mas, para vagabundo que tem e esnoba, eu não estou nem aí.
Seja de qual classe for.

***

S.V.C. (Sociedade Viva Curintcha)
As hienas são animais que comem carniça, trepam uma vez por ano e às vezes enganam-se pensando sobre si mesmos como reis da selva. Andam curvadas demais para mostrar os dentes aos leões, senão aos moribundos entregues como esmolas pelo Acaso.
Reproduzem-se como ratos e estão por todos os lados, do shopping à favela. E mesmo assim vivem rindo.
***
EMPREENDEDORISMO
Todos sabem reclamar daquele mega-empresário que tem a cara de pau de dizer na entrevista que o segredo do seu sucesso foi 'ralar muito' (o couro alheio). Mas... reclamam por senso de justiça ou inveja? Você acha errado ou queria fazer o mesmo?
De um lado há os que falam em empreendedorismo como se fosse simples e dependesse tão somente de vontade (e não de dinheiro para investir, conhecimento a ser adquirido nem sempre disponível, justiça social, sorte etc).
Por outro, o assistencialismo mão-beijada dos politicamente corretos chega a provocar vômitos enquanto ignora que não se ajuda quem não quer ser ajudado.
Recursos. De onde vêm e para onde vão?

***
NA SAVANA
Toda noite na savana, um leão sai para caçar. Ele tem de correr ou vai morrer.
Toda noite na savana, um búfalo é caçado. Ele tem de correr ou vai morrer.
Gnus pastam por todos os lados sem propósito além de alimentar jacaré, leão, leopardo. Um oceano de chifres e cascos. Milhares de gnus incapazes de dar um coice ou pisotear dois guepardos a comer-lhes a cria.
Gnus compensam fazendo filhos, muitos filhos, os quais Deus há de cuidar. Na savana, onde comem seis, comem sete e tudo bem: filho vai, filho vem. Sua vantagem numérica serve ao princípio de repor o estoque.
Na Natureza, o único critério para sobrevivência é sorte e força para viver. Quem corre mais, escapa ou janta. Isso porque 'ela' precisa de algum critério seletivo, algum meio de fazer seus recursos limitados não serem desperdiçados com má semente. Seria lindo se ela, segundo nossos mais humanitários princípios, promovesse meios de todas as sementes vingarem. Só tem um porém: mais sábia e mais velha que nós, 'sabe' que também somos limitados e este é só mais um sonho infantil, motivado por quem acha injusto haver justas medidas.
Como aos búfalos e aos gnus.

***
O Governo não quer tirar ninguém da merda?
Fato. Mas tem uma malacada aí que não tá a fim de fazer força pra sair.
Sem essa de relativizar. Chega um ponto onde sublima-se tanto que um quadrado vira círculo em meia dúzia de volteios dialéticos. "Ah, fulano é lerdinho" ou "não teve boa criação" ou "tem miolo fraco". Tadinhos. Uma nação de tadinhos.
E? Que fazemos num sistema fechado de recursos limitados como a vida, onde nem todos podem passar ao próximo estágio? Não basta apontar para os dominantes que impedem o crescimento de quem merece.
Nos bons tempos cabia à natureza definir, mas não estamos mais guiados apenas por ela, para bem e para mal. Que fazemos nós, num mundo escasso?
Tenho um palpite. Investir em quem tem mais fome de vida. Até que se descubra um meio de fazer toda e qualquer semente vingar (coisa que nem a velha e sábia, a mais interessada nisso, conseguiu), o jeito é não desperdiçar recursos com quem não quer.

***

Quer dizer que malandrage não tem grana pra comprar um livro, mas gasta 200 mangos por mês pra ver jogo em estádio de futebol? Pois que morra antes que assalte alguém, não tô nem aí. Se não liga que seu 'estilo de vida' não dê futuro, que não reclame do futuro de sua vida.
Rapêize posando com pistola e falando prástico, todo meninão... Vai ver estão felizes com tão pouco (e nisso até os invejo). Que seja, façam suas escolhas e arquem com elas.
Só não me peçam importância. O meu, não roubei de ninguém.

Às favas com o discursinho generalizado de 'vítimas e coitadinhos'.
Coitado é quem acorda às 5 da manhã pra trabalhar e estudar à noite. Vítima é quem nem isso pode fazer porque está entregue à fome.

E viva o Curintcha.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Informações confiáveis sobre a Gripe Suína

Muitas são as dúvidas a respeito do vírus H1N1 e sua influenza no mundo moderno.
No entanto, vivemos a Era da Informação, o que significa que a boataria domina, fontes confiáveis são artigo de luxo e dados desencontrados mais confundem do que esclarecem.
Até agora. Finalmente, um centro de estudos sério manifesta-se sobre o tema!
Confira abaixo mais informações:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

• Homenagem ao astronauta Michael Collins

Neste dia 20, em comemoração aos 40 anos da descida de Armstrong e 'Buzz' Aldrin em solo lunar, a Redação de UADERREL tem o incomensurável e recalcinofolejante prazer de parabenizar o astronauta norte-americano e terceiro tripulante da Apolo 11, Michael Collins - também conhecido como Testículo (aquele que é importante pra aventura, mas não entra na parada).
Nós, sempre solidários para com os retardatários, sem os quais nenhuma competição faria sentido, regozijamo-nos pelo feito de Collins e, em sua homenagem, recolhemos alguns depoimentos emocionantes de anônimos e celebridades:


"Foda é sentir
o cheiro e não
poder comer!"

Agenor - Garçom




"Concordo
(às vezes)"

Dr. Durval - Ginecologista





"De boa...
Ninguém lembra
do meu nome
também"

299º de Esparta



"Micheel...
brilha mutcho
nu Coríntcha"

Zina





"Sem ele
eu jamais diria
'I see skies so blue'
(a Terra é azul)!"

Armstrong




"Foi U Cóli
quem butô
panói bebê!"

Jeremia





"Se servir
de consolo,
eu ja fumei
sem tragar...
"
Bill Clitoris

sexta-feira, 17 de julho de 2009

• Falando de boca fechada

Você fala e se arrepende? Muito, pouco?
Escrevo mais do que falo, mas também sinto falta de um ctrl+Z na boca e na vida. E a falta do que não existe é um desses mirácolos do novo milênio (e tanta demanda fará com que um dia esteja à venda, pode anotar).

Há tempos apontaram-me um comportamento cada vez mais rotineiro: posto e apago muito no orkut (entre outros canais de comunicação mais relevantes). E isso é cada vez mais frequente.
Não me importo, por exemplo, de ser flagrado com a mão na massa (ou melhor, no mouse) 'deletando' o que escrevo. Incomodame-me muito mais reler o que eu disse e pensar "pra que dizer, afinal?".
Talvez seja mais um sintoma da síndrome de velhice, não sei. Mas cada vez menos tenho pique e fôlego para entrar em discussões, das mais banais às mais graúdas, que ao final das contas sempre trazem a sensação de que não levarão a nada - ou talvez a alguma discussão fútil onde ninguém mudou a opinião ou aprendeu algo. O fato é: não há troca ou aprendizado no fluxo dos que falam e não têm tempo pra ouvir (aos outros e a si mesmos). E o maior problema não é nem ter a opinião formada, é ela ser definitiva. Sempre, e ainda que o discurso mude amanhã.

***

É punk gostar de comunicação e ao mesmo tempo sentir o quanto ela é torpe, frágil e motivada por forças que não estão à mostra. Se quer dizer outra coisa, por que não dizer logo? Num bate-papo vê-se muito monólogo paralelo: a pessoa fala para si e ali, naquela frase, deposita uma enxurrada de coisas que mal absorveu racionalmente.
Não que tudo tenha de ser racional, pelo contrário. Mas, como essa parece ser a única ponte restante, que permite que nos entendamos nesse mundo de instintos represados, fica difícil um saber onde o outro quer chegar. Você diz 'casa' e eu ouço 'casa', mas nossas casas mentais jamais são as mesmas (e, segundo os relativistas, nem há porque serem). Mas então, pra que dizer?
Tudo o que se lê e escuta, até mesmo numa conversa desprentensiosa, parece coisa pensada na hora, mas chovem ali conversas internas de anos, preconceitos, defesas emocionais para dessabores, alfinetadas e recadinhos, construções e armaduras mentais pra tolerar o cotidiano etc. Com algum treino você percebe com clareza o quão ridículas são tantas palavras agrupadas e subvertidas em seu sentido, apenas para comunicar uma dor ou euforia.
O que houve com o "Ahhhhh!"?

Uaderrel? De certo modo, chegamos ao ponto onde não se pode ter mais uma conversa descompromissada, onde alguém discorda de você e isso não é lá tão incômodo. Tudo é questão de vida ou morte, de "esteja conosco ou contra vosco", de radicalismos hipócritas num meio onde falta coragem e fibra pra assumir posturas concretas para além do blablablá. O espasmo morre na palavra e ali se perde.
E tem mais: ultimamente qualquer assunto acaba em reticências. Reparou? Tudo anda tão relativo que perder tempo definindo o universo em papos de boteco é só isso, perda de tempo. Há sempre mil e uma óticas e ninguém quer saber da sua. "Conversar" virou botar o galo na rinha, mas o que hoje é desafio e ofensa antes era um prazer.

Saudades das conversas ao pé da fogueira, de quando um quadrado era um quadrado. Nobres seres em cavernas sabiam que o grande prazer de um homem era a epifania de um bom churrasco - sentar-se frente ao fogo cercado de amigos, mulher, comida e muita, muita conversa. Era gostoso saber como aquele outro contaria uma história que você já conhecia, como diria aquilo que você nunca ouviu, como obrigaria a rever seus conceitos no jogo prazeiroso de crescer com as palavras.

Sei disso porque tenho a mesma humanidade desses homens. E quase me esqueço disso porque vivo numa Era de egos ávidos por troféus e medalhas. Ninguém mais parece saber o que quer, mas não importa: tem de vir no topo do pódio, na vitória do embate. Competir por tampinhas de garrafa na infância era mais construtivo porque ao menos você sabia qual era o prêmio. Hoje fulano fica feliz se te provar (ou vencer na retórica) que a vida é pura infelicidade.
E?
Mardito DuChamp. Amplitude de visão é uma coisa, mas diluição demais só esvazia, oras. Aprofundar-se no Nada leva ao Nada, não é óbvio?
Quem quiser, que queira. Mas tô a fim de algo mais.

***

Apago e deleto. Então, por que escrevo?
Porque quero dizer, porque quero participar do mundo com a minha ótima, minha experimentação, meu estágio. Porque quero outras óticas, outros brilhos, ouvir a reverberação das ideias em outras cucas, como reagem às minhas e o que devolvem. Nisso eu quero o que todos querem mas só eu sinto como sinto. É dasabafo, é troca e reavaliação, é expressão do turbilhão interno que todo mundo tem - e que não se diz em palavras, afinal.
Dizer é um ato para além de si.
Nos tempos onde todos defendem mil e uma bandeiras - definidoras de fronteira por excelência - e tudo precisa ter um porquê, estou cada vez mais inclinado a dizer apenas um sorriso.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

• Da série "Fwd: [Cuidado ao abrir !!!]" - 2

CARAMBA!!!! Olha o físico dessa mulher!!! [Conteúdo explícito]



OBS: Concordo.

domingo, 12 de julho de 2009

• Mimetismos nas relações nº2

Aposto que você já passou por aquele desagradável processo de descoberta onde um segredo seu, que levou anos para ser dividido com aquela pessoa amiga, foi parar em questão de horas na orelha do parceiro(a) dela - provavelmente durante aquelas conversinhas idiotas de alcova onde, por falta de assunto pós-foda, fala-se do alheio. Poizé, nobre leitor. Casal é isso aí (dizem): bateu em um, dói no outro. Eu, que nunca fui amigo de casal e sim de pessoas, finalmente compreendi.

Já comentei antes, mas o tema é persistente. As simbioses nos relacionamentos são como Gremlins: no começo são até fofuxinhas, mas espera só alguém mijar em cima pra tu ver no que se transformam. Da posse e corporativismo à parcialidade e total falta de privacidade, vários dos tórridos casos del amor cotidianos abarrotam nuestros saquitos com suas manifestações recalcinofolejantes de mimetismo, comensalismo e até conurbação (onde os construtos fantasiosos de um fundem-se aos do outro).

Complicado. "Mas," - você poderia dizer sabiamente - "...cada um cos seus pobrema". Concordo. Até o momento onde isso não vem pro seu lado. Sim, vem, e quando vem... ê laiá. Até explicar que focinho de porco não é tomada (ou, como diria Irmã Dulce, que "O.B. não é chup-chup de vampiro") os danos já estão feitos. Você pode até minimizá-los com aquela ginga malemolente da cor do pecado, pero... evitar? Jamé.
Isso porque a equação da meia-laranja é uma das inefáveis Leis hortifrutigranjeiras do Universo; Lei esta que postula, entre outras verdades físicas, que dois idiotas enamorados têm de ocupar o mesmo lugar no tempo-espaço, nem que seja numa situação absolutamente impertinente para todos exceto a duplinha. Não tem jeito: Lei, amiguinho, (a menos que você seja o Maluf) é coisa séria!
Ah! E ela não é machista: vale para amigos e amigas de ambos os sexos e vice-versa, sendo pré-requisito apenas possuirem conjuges que substituam-lhes integralmente a individualidade.
É compreensível. Entre as sortidas modalidades de relação, há aquelas onde fulano(a) quer misturar amigos e lóvi-lóvi num mesmo ambiente para facilitar a vida. Até aí, joínha (desde que fulano et cicranos saibam separar as coisas, o que não é o caso dos mutualistas).

***

Vejamos uma alegoria do incrível mundo da Natureza que Discovery Channel jamais mostrou:

Deixa o 'Vida' me levar, vida leva eu...Imagine você, amigo de Bernardo* (nome fictício para fins ilustrativos), seguindo seu rumo num dia outonal. Caminha bem sozinho pela estrada à fora levando doces para a vovozinha quando, de repente, encontra Ela, a famigerada "muié do amigo". Aquela mesma que Bernardo disse um dia, todo enfático, que "a relação dos amigos com ela independe do fato dos dois serem namorados". Beleza.
Eis que ela inadivertidamente te cumprimenta com aquela intimidade que ninguém sabe de onde veio, dispara a falar um monte de coisas que você não quer saber e, de quebra, come todos os doces da vovozinha.
Então você pensa: "Vou lascar um hadouken na orêia dessa mula".
Então você repensa: "Deixa quieto, vou embora pra não fazer merda em consideração ao proprietário" e segue seu caminho, deixa o assunto em silêncio, em paralelo, pronto a evitá-la futuramente a fim de evitar conflito até que possa digerir o caso (e ela, os doces).
Tarde demais. Em algum momento seu amigo Bernardo intuirá que você 'ignora' a muié (claro, através dos comentários sinuosos da patroa - que em geral é burrinha mas manja tudo de intriga). Você pretendia conversar com ela depois (ou mesmo deixar pra lá), mas Bernardo já tomou as dores. E é isso: o circo está montado, rende três porções e não mais que de repente você está no meio de um 2 contra 1.

***

Poderíamos dizer "ah, mas os mutualistas tomam partido com ou sem razão, você sabe. É como o filho pentelho do compadre: você tem de deixar o satanás quebrar seus bibelôs sem falar nada, por consideração".
Pois eu digo: "Antes fosse, meu nobre leitor". Quando algo está definido, é mais fácil. Todos sabem que "mulher do amigo" é algo a tolerar-se como o carro dele que encheu sua calçada de óleo, ou o cão da família que resolveu serrar o pau na sua canela num dia de visita. Os amigos do amigo enamorado, cientes disso, tratariam de preparar o espírito para a realidade que se desfralda e pronto, tudo certo.
Mas não. Toda lei pode ser distorcida e os mutualistas só assumem sua condição fundamental em momentos específicos, também chamados etimologicamente de "convenientes". Tal como uma Petrobras que oscila entre comportar-se como privada ou estatal de acordo com a pauta, os mutualistas também balançam no muro e não raro postam-se como entes distintos que sabem separar as coisas.
Ele quer que vocês sejam amiguinhos, role ou não (e aí se não rolar). Ao trazê-la para o futebol, por exemplo, tá implícito no ato do Bernardo que você não pode tratar a namorada dele apenas como "a namorada do amigo" - ela tem nome, é alguém... e se preciso ele exigirá verbalmente a inclusão. Para mostrar como ele está convicto disso, diz que reagirá "super numa boa", entre outros adjetivos equivalentes que aparecem nas frases explicativas, que ele repetirá à exaustão até que você acredite. Perigo, Will Robinson!
Cedo ou tarde você perceberá a lógica: ela (chamemo-lo-emo-la Anêmona), segundo ele, deve ter todos os benefícios de um camaradão de boteco. MAS sem jamais ter de encarar um "vá tomar no entorno do pubococcígeo, puêrra" como todo cumpádi. Resumindo, 'comer a carne sem roer o osso'.
Então você aprende: jamais cair nessa conversinha, sob pena de peidar na frente da moça e cometer um pecado mortal aos olhos do colega.
Não perca tempo: por parir tal ideia de jerico, mande o bródi tomar no pubo etc, enquanto ele ainda considera isso um cumprimento normal entre camaradas.

É isso aí, amiguinhos! A natureza tem suas leis imutáveis mas é possível sobreviver a elas!
Já sua 'amizade'...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

• Da série "Comadres & Compadres" - nº4


A foto diz tudo. Você olha e sabe: é a Gi, a Gi Creide Caipira.
A foto diz e as pessoas dizem também. Muita coisa:

  • A Gi é sobrinha da Tia Odete.
  • A Gi é radialista - e numa rádio, vejam só!
  • A Gi é cantora de música clássica e rainha dos motoboys.
  • A Gi é tudo o que a Pitty gostaria de ser se estivesse com Alzheimer.
  • A Gi é desenhista de mão cheia, entre outras coisas, de problemas de articulação.
  • A Gi é perneta, banguela e lesada, mas à parte de si tem todos os sonhos do mundo.

Enfim...

Eu acho a Gi genial, nonsense, divertida, criativíssima, ágil e afiada.
A Gi é porreta mesmo sem eu saber o que é isso - se bem que eu também não a conheço direito, então beleza.


Você não sabe quem é a Gi?
Nem eu, mas clique aqui para saber o que andou perdendo.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

• Blog: dados de pesquisa nº5

Leitor de blogue e um bicho ingrato: completamos 1 ano de Uaderrel no dia 15 de março e nenhum dos milhões de expectadores deu parabéns, tampouco lembrou-se*.

DESNATURADOS
DUMA FIGA!




* (inclusive eu).