sábado, 31 de maio de 2008

• Você já foi bytezado?

Inclusão digital é a nova religião. Logo logo vai-se imprimir a hóstia, como diria o Danilo. Hoje em dia é mais importante que ter feijão no prato: não precisa nem comer, mas tem de saber o login e senha. Meu avô, que é do tempo do arado, se perde com tanto botão.
Como adaptar-se? Como sobreviver a, viver sem?
É... mas tua avó vivia (e olha só, chegou lúcida aos noventinha). Você, periférico do computador, tá aí pelo hábito e pelo encantamento, lendo o que digo ao invés de ouvir o que falo. E se bobear estamos perto, num raio de poucos quilômetros (que nossos avós cruzaram a pé, veja só).
Tudo bem, distâncias são bem vindas ao mundo moderno. Quando se diz, por exemplo, que 1000 indianos morreram numa colisão de trem, ninguém chora. 1000 é um número. Mas se um, apenas um, AQUELE seu amigo morrer, aí complica. Isso, no supermundo moderno deverasmente supimpa, que você sustenta em seu lombo ao custo de não ver crescer seus filhos, é fundamental para que os Rockfellers continuem tendo os orgasmos que você não tem. O chato é que muitas vezes eles apenas acham que gozam, mas na verdade estão tão embotados quanto eu e você. Se alguém gozasse nesse jogo, ao menos faria sentido.
E por falar em orgasmos, nunca os homens tiveram uma contagem de esperma tão baixa. Excluindo desse comparativo os casos históricos onde a 'culpa' pela infertilidade "era sempre da mulher" (assim como o sexo do bebê, o gênio ou qualquer outra culpa), casos estes que alimentaram os erros de diagnóstico do passado, o fato é que a galera anda meia-bomba mesmo.
Trabalho sedentário, péssimos hábitos alimentares e recreativos, poluição... tudo aquilo que inventamos (tá, tá, nascemos e já estava lá) pra poder viver, gozar e ser feliz, quem diria, cobra o preço de não podermos fazer nada disso.
Hum... Pra poder gozar, o preço é castrar-se. Curioso, né?
Curioso mesmo é como caímos nessa. E curiosíssimo mesmo é o porquê de continuarmos na mesma, mesmo depois de sabermos.

'Não há jeito', dizem os profetas.
Não? É, não consigo rebater. Parece que não há mesmo jeito para nós, assim como para minha mãe em pânico quando o microondas dá problema. "Como vou cozinhar agora?" - questiona-se ela. Pois é, mamãe. Como? Que dirá vovó, que alimentou você e seus irmãos na base do fogão de lenha...

Quando se fala em qualidade de vida, só falam em tóchico, pinga e cigarro.
Ora, viciados em merdas destrutivas, somos todos.
Mais do que os coturnos dos Reis, somos reféns dos nossos apegos.
Todos esses aí, que nos tornam brochas, coxos, deprimidos e burros. Por opção.


Ma lascia star, ecco? Venha tomar uma cerveja comigo* que ganhamos mais.


*(Não sem antes me deixar um e-mail ou SMS!)

8 comentários:

Anônimo disse...

Vai dormir, caráio!

De Marchi ॐ disse...

Poizintão, Pelezâo! :D

De Marchi ॐ disse...

Bruta sincronicidade... só agora li o post da Teyla (http://miragensteluricas.blogspot.com/2008/05/
tempo-o-senhor-de-tudo.html)... créditos a ela, que escreveu antes...

Miragens Telúricas disse...

Amigo Murchiniano,

Dizem que as idéias estão por aí, vagando aleatoriamene sobre nossas cabeças. Alguns conseguem captá-las e expressá-las. Todavia sempre serão contadas de modo diferente, porquanto nosso histórico nos permite.Mesmas idéias faladas por bocas distintas. Confesso que gosto muito mais da leveza com que repassas mesmos sentimentos meus. Mas aí é questão de estilo. E ainda sou crua demais nisso.

Abraços, amigo.

Miragens Telúricas disse...

Aproveitando:
A analfabeta 'blogal' aqui não consegue colocar esses links de outros blogs na página do meu blog.
Quando tiver tempinho, passa umas dicas. ok?
:*

Vinícius Castelli disse...

Vamos pra cerva então...

Karin disse...

Foi aqui que eu ouvi falar em cerveja?

Mario Ferrari disse...

sem comentários...

(é que esqueci a senha)