quarta-feira, 26 de março de 2008

▼ Especial: Maria da Prêula - parte 1

Esta você não vê em Discôveri Chãnel:
matéria exclusiva sobre a triste e tocante
história de Maria da Prêula e sua jornada
por um mundo melhor.



Doca Street
Exclusivo para a A.U.
psicografado por Gesse Valadão
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Poucos sabem, mas, com a pulverização do poder dos Estados devido à guerrilha no continente africano, aldeias como Umamu Lalejisla, nos arredores de Schindohle-lê, desenvolveram leis próprias para lidar com o caos social.
Umamu Lalejisla, nação lusófona encrustrada no planalto central da savana africana, inicialmente vivia de brisa: foram eles os grandes inventores do sino de vento, produto artesanal amplamente disseminado através das rotas marítimas no período Colonial. Com o passar dos anos e a escacez de bambu, conflitos étnicos e de toda espécie não tardaram a surgir. Assim, além de viver de brisa, os Umamulalejislenses (ou Umasmulas, para os íntimos) passaram a criar leis.
Este é o pano de fundo para a história de Maria Bowomamba (foto), 42 anos, 2 filhas, vendedora de güano. Como todo güanista, Maria possuia a boa estrutura física dos espeleólogos caçadores da especiaria. Seus braços fortes, sempre a escarafunchar no material com sua força descomunal, supreendiam a todos na vila que, boquiabertos, gritavam: "Eita prêula!".
Assim surgiu sua alcunha: Maria da Prêula, a güanista.
Mulher de fibras, ainda ecoava em sua memória, bem como na das 18 meias-irmãs, todas de pais diferentes, a trovejante voz de mamãe: "Maria, homens não prestam. Nunca se entregue a um!"
Maria cresceu e casou-se com José Ruh Ela (à esquerda) quanto o tempo chegou. Zé, hoje com 64 anos, era detetizador, é aposentado por invalidez (alegava-se que não servia ao ofício pois era incapaz de matar uma mosca). Zé e Maria, ou melhor dizendo, Maria e Zé, tiveram duas filhas.


Contexto Histórico
Não poderíamos aproveitar toda a profundidade dessa história sem considerar o panorama. Lembre-se: nunca faça nada, nem mesmo escolha se os seus nuggets acompanham molho barbecue ou caipira, sem analizar o contexto histórico.
É importante ressaltar que, por fins de regulamentação do censo para desburocratização de implantação do novo sistema do IBGE (Instituto BBowomambense de Geografia e Estatística), criado pela tataravó de Maria, homens e mulheres eram considerados membros de nações distintas.
É de igual fundamentalidade compreender que, dada a crise provocada pelos focos de guerrilha por todo o continente, ações antiviolência faziam-se tão necessárias quanto urgentes. Umamu Lalejisla, sempre na vanguarda, introduziu em seus tribunais os sanguessugas antes usados na manutenção da pressão arterial. Ninguém mais, rico ou pobre, entraria num julgamento sem levar consigo pelo menos um sanguessuga. Dizia-se que assim tanto o réu quanto o acusador permaneceriam menos tensos.
Com o tempo, medidas eficientes como essa dominaram a aldeia e promoveram um relativo ambiente de paz na praça do coreto, onde todos sorriam.
Mas não por muito tempo.


Aguarde! Continua na próxima edição.

5 comentários:

Janaina disse...

Denuxo, anseio pela continuação de tão moctivante causo :D

De Marchi ॐ disse...

Já vai, já vai... ;D

웃 Mony 웃 disse...

Afe!
A saga das sugas!
Deprimi só de imaginar onde isso vai dar... Bom, não pode ser pior do que o que já deu na real... :(

De Marchi ॐ disse...

Pessimista... :P

Eu sou um De Marchi; devo lesar, digo, zelar pela tradição do Frango com Polêmica.

Walter disse...

E, nesse contexto, onde fica a tribo dos Nabu-Nada-Numvaidinha?