sábado, 15 de março de 2008

• "Aí vem o Chávez, Chávez, Chávez..."

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E não é que o presidente venezuelano
e forrozeiro H
ugo Chávez sossegou a periquita?
Sinceramente, eu pensava que esta bomba-relógio, também conhecida pelo Capitão Nascimento como "Hugo zero-dois, el fanfarrón", já fosse logo explodir em algo um pouco mais expressivo do que fumaça.
O que me espanta é que Chávez obviamente não é burro. Sim, é chato e fala mais do que sogra bêbada, mas não é burro. Queimar c
artucho com promessas não cumpridas de "vem ni mim, fióte" só demonstra a afobação e o desespero que o criador do incomensurável hit "de quem é esse jegue" tem por tornar-se o Bolívar do Novo Milênio (ou talvez o Fidel do próximo quinqüênio, o que de qualquer modo seria um pé no saco).
Alguns poderiam dizer que 'afobação seria se ele tivesse explodido agora'. Não, senhoras e cenouras. Isso seria estupidez. Sair no tapa com um país que gasta o PIB de nações africanas inteiras em infraestrutura bélica (cuja grandeza só é menor do que sua fome por petróleo) beira ao risível mesmo em dias de Bin laden, e Genival sabe disso.
Comedimento estratégico (se permitem tal prepotência geopolítica por parte deste sapientíssimo imbecil que vos escreve) seria simplesmente lembrar-se do bom conselho do mau amigo, o Rei, e calar-se diante da desgraça pouca. Se fosse pra broxar no final, talvez uma nota de repúdio à invasão da fronteira do Equador bastasse. Provavelmente não acalmaria a gana dos compañeros das Farc, mas se até o Lula negou o Zé Dirceu três vezes antes do galo cantar, por que não fazer o mesmo e disfarçar a amante? Dê flores depois, mas na missa, negue.
Ele sabe que esta cruzada invarialmente jogará a América do Sul mais fundo na goela do leão.
Mesmo
assim quer briga, entrou nesse jogo pra cavar falta.
Então...
Queria oportunidade melhor do que esta?


Pois bem, fica aí a sabedoria de
Shakespeare em "Muito Barulho Por Nada":

"Se não vai trepar, não tire a cueca"


P.S.: Há 15 minutos atrás eu prometi a mim mesmo que não falaria de política neste blog. E mantenho minha palavra: vocês não ouviram nem ouvirão eu falar nada, pelo menos enquanto não inventarem um audiolog.

Um comentário:

De Marchi ॐ disse...

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Conclusão: as pessoas odeiam política.